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Paranaense

Trajeto oposto marca os técnicos do Atletiba

Enquanto Marquinhos Santos foi promovido da base para o comando titular, técnico Arthur Bernardes usa vasta experiência para dirigir o sub-23

Técnico Marquinhos Santos, com passagem pelas categorias de base do Atlético, comanda treino do time alviverde | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Técnico Marquinhos Santos, com passagem pelas categorias de base do Atlético, comanda treino do time alviverde (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)

Comandantes de Coritiba e Atlético no próximo Atle­tiba, Marquinhos Santos e Arthur Bernardes vivem caminhos inversos na profissão. Enquanto o coxa-branca fez a sua carreira nas categorias de base e está tendo a primeira chance como treinador de um time principal, o atleticano já comandou 16 clubes no Brasil, além da experiência em outros três continentes, e agora é o responsável pelos jovens do sub-23. Em comum entre os dois apenas a ausência de títulos liderando uma equipe profissional no país.

Com 57 anos, Bernardes começou a carreira de técnico em 1988, no Madureira-RJ. Nessa época Marquinhos Santos tinha apenas 9 anos. O treinador atleticano ficou conhecido por ser o auxiliar-técnico do Flamengo em 1995, famoso pelo ataque formado por Romário, Sávio e Edmundo. Já o técnico alviverde ganhou destaque em 2009 ao ser vice-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior justamente pelo Furacão.

E agora é a hora que Mar­quinhos tanto aguardava. "É meu primeiro Atletiba no profissional e por isso é especial", classificou. "Começa a dar um friozinho na barriga, passo a dormir menos. Isso é normal e tem que acontecer. Já tive a oportunidade de estar dos dois lados e sei do significado não só para as instituições, mas também para o torcedor e para a cidade", comentou.

No que diz respeito ao res­paldo que tem da torcida, as diferenças dos dois trei­­nadores do próximo Atle­­­­­­tiba também é grande. Apesar de nunca ter comandado uma equipe principal, Marquinhos Santos chegou ao Coxa durante o Brasileiro do ano passado, após uma passagem pela base da seleção, livrou a equipe do rebaixamento e ganhou o prestígio necessário para continuar neste ano.

Já Arthur Bernardes não vem agradando à torcida, que o acusa de escalar mal e demorar nas alterações durante as partidas. Para se ter uma ideia, ele foi xingado por atleticanos no Ecoestádio, na última rodada, antes mesmo da bola rolar. Em uma enquete feita no site Furacão.com com 6.468 torcedores, 67,8% avaliaram o trabalho do técnico como ruim ou péssimo.

Completam as diferenças entre os dois treinadores os esquemas táticos escolhidos para as suas equipes. O rubro-negro tem escalado o seu time em um 4-4-2, diferente até do 4-2-1-3 escolhido pelo técnico Ricardo Drubscky para o time principal. Hernani, Harrison, Douglas Coutinho e Pablo formam o quarteto atleticano responsável por balançar a rede.

Por outro lado, o coxa-branca dispensa qualquer pragmatismo tático, variando de acordo com o adversário e o decorrer das partidas. Tanto que começou o Paranaense jogando com dois zagueiros, encontrou um melhor desempenho com três defensores, e já pensa novamente em retornar à linha com quatro na retaguarda.

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