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Com tentativa de invasão e confusão de Cuca com a PM, Santos cai da Libertadores

  • Folhapress, com Gazeta do Povo
 | NELSON ALMEIDA/AFP
NELSON ALMEIDA/AFP
 
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Sob protesto e tentativa de invasão da torcida nos minutos finais do jogo, o Santos empatou com o Independiente por 0 a 0, nesta terça-feira (28), no estádio do Pacaembu, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. A partida foi encerrada antes do fim do segundo tempo e o resultado eliminou o clube da competição. 

A equipe precisava vencer por quatro gols de diferença para avançar direto ou por 3 a 0 para levar a decisão aos pênaltis após o clube ser punido pela Conmebol pela escalação irregular do uruguaio Carlos Sánchez no jogo de ida, realizado há uma semana, que terminou 0 a 0. Com a punição, anunciada às 11h (horário de Brasília), desta terça-feira, o placar da partida foi alterado para 3 a 0.

A confusão no Pacaembu começou aos 35 minutos do segundo tempo, quando duas bombas foram atiradas na pista lateral do gramado próximo ao banco de reservas do Independiente. Na sequência, torcedores santistas tentaram invadir o gramado, mas foram contidos pelos policiais.

Pelo menos três torcedores invadiram o gramado logo após o Independiente descer para o vestiário. 

O técnico Cuca acabou se envolvendo em uma confusão com a polícia ao tentar defender um torcedor santista que invadiu o campo. “Foi uma força exagerada em cima do menino, e violência gera violência. Está errado o rapaz invadir o campo, mas não precisa fazer daquele jeito. Eu disse que estavam asfixiando ele”, explicou o treinador após o apito final.

“Não levei porrada, nada. Já passou e não tem nada demais. Respeito e muito o trabalho da polícia”, reforçou Cuca, que diz ter dito ao policial que ele “estava matando o menino” com um golpe de gravata.

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Os torcedores santistas demonstraram revolta em razão da punição sofrida pelo clube pela escalação irregular de Sánchez, que deveria cumprir suspensão no jogo anterior por causa de sua expulsão quando defendia o River Plate no duelo contra o Huracán em 26 de novembro de 2015, pela semifinal da Copa Sul-Americana. Na época, o jogador foi julgado pela entidade que comanda o futebol sul-americano e pegou três partidas de gancho.

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Sinalizadores foram atirados em campo NELSON ALMEIDA/AFP

Um ano depois, a Conmebol reviu as penas para clubes e jogadores e reduziu a punição pela metade. Assim, o atleta, que havia se transferindo para Monterrey, precisava cumprir um jogo de suspensão em uma competição organizada pela entidade.

O Santos escalou o jogador com base no sistema Comet, da Conmebol, que apontava Sánchez como apto para a partida. A equipe não enviou ofício à entidade para saber se o atleta tinha alguma punição disciplinar antes de escalá-lo.

José Carlos Peres, presidente do time paulista, manifestou seu “descontentamento” com a decisão e afirmou que “irá a todas instâncias cabíveis, a fim de que a justiça sobre o caso seja feita”.

O clube tem cinco dias para recorrer à corte de apelações da Conmebol. O clube sabe que não vai conseguir reverter o resultado nesta instância, mas precisa passar por ela antes de ir à Fifa apelar. Em caso de nova derrota, a última solução seria ir ao CAS (Corte Arbitral do Esporte), na Suíça.

Empurrado pela torcida, que lotou o Pacaembu, o Santos partiu para cima do Independiente. Cuca escalou quatro atacantes: Derlis Gonzales pela direita, Gabriel centralizado e Bruno Henrique pela esquerdo. O atacante Rodrygo ficou responsável pela armação das jogadas.

Sánchez, liberado pela Conmebol para este segundo jogo, atuou no meio de campo ao lado de Alison. 

Aos 8 minutos, a equipe alvinegra teve excelente oportunidade de abrir o placar. Gabriel foi lançado livre, mas finalizou em cima do goleiro Campaña. O camisa dez teve nova oportunidade, mas parou novamente em Campaña, aos 38 minutos.

Apesar de procurar impor um ritmo veloz, o time errava muitos passes e cruzamentos quando se aproximava da grande área. O clube também deixava espaços na defesa. Em um desses lances, Hernández recebeu livre, driblou Vanderlei e foi derrubado dentro da área, pênalti. Meza cobrou, mas o goleiro santista defendeu.

Foi o único momento que a torcida santista vibrou no Pacaembu.

No segundo tempo, os torcedores continuaram apoiando, porém, o Santos não ameaçou o goleiro Campaña. Cuca voltou com Bryan Ruiz no lugar de Bruno Henrique e, logo depois, colocou Rodrigo Bambu na vaga de Lucas Veríssimo, que saiu machucado. Na reta final do jogo, Jean Mota substituiu Alison. 

O time marcou sob pressão, insistiu nas jogadas aéreas, mas não conseguiu chegar ao gol. O clube ainda tomou um susto, quando Hernández acertou o travessão. 

Antes da partida terminar, torcedores santistas começaram a jogar bombas e rojões no gramado, dando início à confusão. A partida foi encerrada antes do fim pelo árbitro chileno Julio Bascuñan por falta de segurança.

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