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Condições do VGD não agradaram o Tricolor. | Robson Vilela/AGB/Folhapress
Condições do VGD não agradaram o Tricolor.| Foto: Robson Vilela/AGB/Folhapress

O técnico do Paraná, Claudinei Oliveira, o presidente do clube, Leonardo Oliveira e o superintendente de futebol, Durval Lara Ribeiro, o Vavá, detonaram o Estádio VGD após a derrota por 1 a 0 para o Londrina, na noite desta quarta-feira (24). Esta foi a primeira partida do Tubarão no local após quase sete anos longe da tradicional casa. Para os paranistas, entretanto, a má qualidade da praça esportiva representou “jogo sujo” por parte dos donos da casa.

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Claudinei criticou a chegada do clube ao VGD, em meio à torcida organizada do Londrina, assim como os vestiários, o gramado e a iluminação do estádio. Além disso, o técnico comparou, em tom de ironia, as condições da casa londrinense às do desativado Pinheirão e da Vila Olímpica do Boqueirão, casa paranista que há anos não é utilizada.

“O vestiário [do VGD] é pequeno e é um forno. E já passamos da época de deixar o gramado mais alto para prejudicar o adversário. Não tem mais essa malandragem. Tem de parar de querer levar vantagem em tudo”, disparou o comandante. “A iluminação, que já estava escura antes do jogo, caiu no segundo tempo. Não é um lugar onde você se sente seguro para jogar. Mas tudo bem. O Paraná também pode mandar jogo no Pinheirão ou no Boqueirão, porque vale tudo”, prosseguiu.

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Em seguida, foi a vez do presidente tricolor reforçar o tom das cobranças. Segundo Leonardo Oliveira, as situações apresentadas no VGD desvalorizam o Campeonato Paranaense. “É uma vergonha jogar nessas condições. Não se respeita o adversário. As pessoas têm de parar de achar que a velha ‘Lei de Gerson’ vai funcionar para sempre no Brasil”, destacou, em referência à suposta cultura brasileira de querer levar vantagem em tudo.

“O futebol tem de ser mais sério. Os clubes devem repensá-las. A Vila Capanema não é o melhor estádio do mundo, mas procuramos dar confiança e conforto para quem vai jogar lá”, emendou Oliveira

“Iluminação de boate”

O presidente do Paraná foi sucedido por Vavá na metralhadora de críticas paranistas ao VGD. O superintendente de futebol prometeu dar o troco no Londrina quando a equipe do interior for atuar na capital, recebendo os rivais da melhor maneira possível.

“Será um tapa de luva. Somos educados, o povo curitibano respeita o futebol”, descarregou Vavá. “Quando os times menores querem ganhar dos grandes eles apelam. É um velho chavão do futebol, típico dos times de província. Não cortam grama, a iluminação parece de boate e o vestiário é horroroso”, completou.

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Críticas à Federação Paranaense de Futebol (FPF)

Além das críticas ao Londrina e ao VGD, os paranistas não pouparam a Federação Paranaense de Futebol por ter autorizado o duelo no local. Para Claudinei, o fato de ex-jogadores não participarem das decisões da FPF compromete as avaliações da organização.

“Manda um Alex [ex-meia do Coritiba], um Paulo Rink [ex-atacante do Atlético] para cá e eles veriam que não havia condições de jogo. Mas quem toma decisão é quem nunca colocou uma chuteira”, criticou.

“Infelizmente é um campeonato que já vem sendo desvalorizado, pela forma como é visto pela tevê, pelos patrocinadores. Espero que a Federação reveja o posicionamento e acompanhe melhor a liberação de laudos. O campeonato tem de ser encarado com maior seriedade para que volte a ser grande”, reforçou Leonardo Oliveira.

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