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Remanescente da fase áurea do Tricolor, o goleiro já vestiu a camisa paranista 336 vezes. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Remanescente da fase áurea do Tricolor, o goleiro já vestiu a camisa paranista 336 vezes.| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Último ídolo remanescente da ‘época de ouro’ do Paraná em atividade com a camisa do clube, o goleiro Marcos completa 40 anos de idade nesta terça-feira (21). Mas sem motivos para festa. Pelo menos esportivamente.

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A derrota por 2 a 1 para o Luverdense, na última sexta-feira (17), na Vila Capanema, esfriou os planos do arqueiro dias antes de seu aniversário. Após o revés, a torcida criticou com dureza o elenco e a diretoria. “Time medíocre”, entoaram ainda as 1.665 pessoas que pagaram ingresso. Cenário que, para Marcos, arruinou qualquer clima de festejo ou exaltação pela nova idade.

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O camisa 1 receberia a equipe da Gazeta do Povo na tarde de sábado (18), em sua residência, para falar da carreira e do amor que sente pelo Tricolor. Mas, abatido pelo resultado negativo, pediu o cancelamento do bate-papo.

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O abatimento se explica. Principal líder do elenco, o goleiro exerce influência sobre os demais jogadores. Na última vitória da equipe na Série B, contra o Goiás, na 9ª rodada, foi ele quem puxou a fila da motivação antes da partida. “Vamos fazer um grande jogo. Porque nós merecemos. A gente merece estar ali”, clamou no vestiário. O resultado em campo, vitória por 2 a 0. “O nosso grupo merece ainda mais. Isso foi só o começo. Que isso nos una ainda mais”, celebrou, depois do confronto.

O papel do veterano vai além. Marcão virou garoto-propaganda nas campanhas de marketing, pondo a ‘cara a tapa’ em vídeos e eventos promovidos pelo Tricolor. Se, por um lado, o departamento de comunicação paranista tenta recuperar o orgulho do torcedor, por outro, os sucessivos fracassos do time em 2016 arriscam sabotar qualquer tipo de resgate – o clube já foi eliminado pelo Atlético nas semifinais do Estadual e pela Chapecoense na segunda fase da Copa do Brasil. Na Série B, amarga apenas o 12º lugar

Perguntado sobre aposentadoria desde que retornou ao Tricolor, em 2013, após uma década no futebol português, o arqueiro sempre evitou definir uma data. Nas entrelinhas, deixa transparecer o sonho de terminar a carreira com o Paraná de volta à elite nacional. No entanto, o momento difícil enfrentado pelo time ameaça tirar do roteiro a conclusão idealizada por Marcos.

Uma marca expressiva, todavia, o goleiro nascido em Siqueira Campos, interior do estado, alcançará neste ano: com 336 partidas com a camisa paranista, está a apenas dez de igualar o ex-zagueiro Ageu, recordista do clube com 346.

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