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Paranaense

Paraná comemora primeira vitória na estrada

Mesmo de maneira tímida em Rolândia, Paraná enfim vence longe de Curitiba e afasta sina que o tirou da briga pelo turno

Ricardo Conceição comemora o gol que deu a vitória ao Tricolor | Gilberto Abelha/ Jornal de Londrina
Ricardo Conceição comemora o gol que deu a vitória ao Tricolor (Foto: Gilberto Abelha/ Jornal de Londrina)

Ao contrário da largada arrasadora no Campeonato Paranaense, quando venceu o Nacional por 4 a 0 na Vila Ca­­panema, o Paraná teve um início de returno tímido. Em Rolândia, o volante Ricardo Conceição marcou o único gol do Tricolor sobre o lanterna do torneio. O magro triunfo, porém, assinou a primeira vitória do Tricolor longe da capital. Ainda que modesto, o resulta­­do de ontem representa a possível redenção dos erros cometidos pelo grupo paranista na primeira volta do Estadual.

Após surgir como um dos favoritos ao título do primeiro turno, o time teve de se contentar com a terceira colocação na tabela. Culpa, principalmente, da perda de pontos importantes no interior do estado, onde ainda não havia vencido. Só nas 11 primeiras rodadas, foram cinco empates — três deles na estrada. Resultados que nem a invencibilidade na Vila Capanema e nos clássicos conseguiu equilibrar.

"Na preleção de hoje [ontem], eu disse que a gente precisava corrigir a quantidade de pontos que perdemos no interior. Se estamos pensando em título, temos de pensar em jo­­gos como esse [contra o Nacional] como sendo importantes", defendeu o técnico Toninho Cecílio, que elogiou o desempenho dos times de fora da capital. "As equipes do interior são bem montadas, não tem jogo fácil", justificou.

Para o técnico, o ataque ainda preocupa e a rotatividade de atletas no setor impede um desempenho mais seguro. Prova disso é a dificuldade sentida pelo time durante os 90 minutos de jogo em Rolândia, em especial no primeiro tempo, quando o Nacional tinha mais posse de bola e desperdiçou boas chances de abrir o placar. Depois de escalar um trio de atacantes, o treinador voltou atrás. Júlio César, Carlinhos e Reinaldo foram substituídos na etapa final e evidenciaram o ponto frágil do time diante do lanterna, além de trazerem à tona as justificativas para a vitória magra – com gol de um volante.

"Precisamos melhorar o ataque, a própria atitude de segurar a bola com mais gana, choque. Isso não é crítica, mas estamos sentindo que falta um pouco mais", afirmou Cecílio, ao comparar o setor à defesa e ao meio de campo. "Do meio pra trás, a gente já encontrou um jeito de jogar", defendeu.

A luta do time paranista, segundo Cecílio, é dupla. Além de corrigir os problemas dentro de campo, o técnico reafirma a necessidade do grupo em se considerar novamente na disputa pelo título do Paranaense. "Nós precisamos nos fortalecer mentalmente. Saber que às vezes não dá pra fazer dois, três gols. É entrar na briga com força e se manter nela até a última rodada", destacou.

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