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Copa do Brasil

Gigante na modéstia

Destaque no jogo da classificação para a final, baixinho Rafinha prefere, a todo momento, dividir os louros com os colegas

Após a saída de Marcos Aurélio do time, por causa de lesão, Rafinha se agigantou para comandar o Coritiba rumo à final da Copa do Brasil | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Após a saída de Marcos Aurélio do time, por causa de lesão, Rafinha se agigantou para comandar o Coritiba rumo à final da Copa do Brasil (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Timidez e modéstia são traços marcantes da personalidade do meia-atacante Rafinha, principal destaque do Coritiba finalista da Copa do Brasil. A primeira característica está sendo amenizada com entrevistas cada vez mais frequentes. A segunda, mesmo diante da grande atuação contra o Ceará, na quarta-feira, permanece intacta.

A ausência do atacante Marcos Aurélio, que ainda deve levar pelo menos mais uma semana para se recuperar de uma lesão muscular, obrigou Rafinha a tomar a frente na equipe. Do alto de seu 1,67 m, tornou-se um gigante em campo nos últimos duelos. Ataca e marca. Desarma e dá assistências. Corre incansavelmente. Continua, en­­tre­­tanto, a evitar os louros pessoais. Prefere dividi-los com o grupo todo.

"Fiz um bom jogo, até pela importância dele. Mas não só eu, como o time inteiro. Muita gente fala do ataque e esquece da defesa, que foi perfeita", diz o paulista, de 27 anos, responsável por roubar a bola no campo de defesa, arrancar e deixar Anderson Aquino em ótima condição para marcar o gol que classificou o Coxa para a inédita decisão.

Na definição do técnico Mar­­ce­­lo Oliveira, o camisa 7 é um jogador moderno. Rafinha se descreve, no entanto, como aplicado taticamente. "Procuro obedecer ao que o professor pede. Não sei marcar muito. Procuro ajudar, do mesmo jeito que faz o Bill, o Aquino, o Davi...", afirma o meia, mais uma vez exaltando os companheiros.

O nervosismo em campo é outra faceta bem conhecida de Rafinha. Comportamento que já lhe rendeu várias expulsões – duas nesta temporada. Para não multar o recorrente colecionador de cartões vermelhos, o superintendente de futebol Felipe Xi­­me­­nes propôs um "castigo". Em vez de ver algumas cifras a menos em seu pagamento, Rafinha ganha algumas horas na companhia de crianças atendidas pelo Hospital Pequeno Príncipe. "Não é castigo nenhum. Dou um pouco de atenção para as crianças e vem dando certo também para mim", conta o jogador, ressaltando que não faz isso "para aparecer".

Já foram duas visitas, acompanhadas de bons resultados na sequência. Mais um ingrediente para o que ele chama de "momento especial na carreira".

A primeira partida contra o Vasco, na quarta-feira, parece muito distante para ele. "O problema vai ser dormir nestes dias antes de um jogo com essa pressão. Quero que chegue logo", completa.

Brasileiro

Para evitar mais desgaste dos atletas, a diretoria do Coritiba afirmou que vai tentar adiar a partida entre Coritiba e Vasco, pelo Brasileiro, marcada para o próximo dia 5 de junho, no Couto Pereira. No próximo domingo o Coxa enfrenta o Corinthians, em Araraquara.

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