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Série B

Gol no fim dá sabor de vitória ao empate tricolor em Campinas

  • PorGazeta do Povo
  • 29/08/2009 15:11
 | Antonio Costa/Gazeta do Povo
| Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo

Confira a ficha técnica de Ponte Preta x Paraná.

Um empate com sabor de vitória. Assim pode ser encarado o 3 a 3 do Paraná com a Ponte Preta, neste sábado, no Estádio Moisés Lucarelli, pela Série B. O Tricolor abriu o marcador, permitiu a virada campineira para 3 a 1, mas foi buscar a igualdade. Gabriel foi o herói paranista, acertando um cabeceio certeiro aos 48 do segundo tempo, no lance final da partida.

"Se o time entrar e correr acontece isso aí (sai do 1 a 3 para o 3 a 3). Com certeza vamos dar uma subida de rendimento e buscar as vitórias para nos levar ao G4", disse o atacante Wellington Silva, que teve participação decisiva no segundo tempo, quando substituiu Adriano.

O otimismo do atacante contrapõe-se à realidade da tabela. Com 25 pontos, o Tricolor permanece em 14º. Está um ponto acima do Duque de Caxias, 17º, e 12 atrás do Ceará, quarto colocado.

Na próxima sexta-feira, o Tricolor recebe o América-RN, na Vila Capanema, às 21 horas. Neste sábado, o Diabo bateu o Guarani por 3 a 1, em Natal.

Três gols em dez minutos

Os dez primeiros minutos do jogo foram vertiginosos. Em um tempo de curta-metragem, aconteceram três gols e uma virada.

Logo a 15 segundos a Ponte Preta conseguiu o primeiro escanteio da partida, pela esquerda. Edílson cobrou, a zaga tricolor afastou a bola e o time puxou o contra-ataque. Rafinha recebeu na linha central, avançou até a intermediária e soltou um foguete de pé direito, no ângulo esquerdo de Giovanni. Eram 50 segundos e o Tricolor tinha um cenário de sonhos: vencia a Macaca no Moisés Lucarelli. Era só administrar o resultado. Não foi o que aconteceu.

Em dois lances que mais lembravam treinamento de jogada ensaiada, a Macaca chegou à virada. Aos 2 minutos, falta pela esquerda, Edílson bateu de pé trocado, Evando ganhou de Gabriel e mandou para a rede. Mais seis minutos, escanteio pela esquerda. Edílson novamente bateu de direita, a zaga parou e Ney saiu atrasado na linha da pequena área. Dezinho, livre, cabeceou para a rede.

Mais dois minutos de bola rolando e o Paraná teve a chance de empatar de novo. Toscano cruzou, Jean furou e Rafinha recebeu livre, entre a marca do pênalti e a linha da pequena área, mas chutou para fora.

A virada desnorteou o Paraná. A zaga, abatida já pelas falhas contra o Bahia, era mera formalidade no caminho da Ponte Preta até o gol. Pelas costas de Marcelo Toscano os donos da casa puxavam contra-ataques. Rai errava passes de curta distância, era envolvido com facilidade. Davi nem parecia ter ido a Campinas. Adriano matava bola na canela, furava domínio, cochilava quando era hora de entrar rachando.

Rafinha era o único a fazer algo no time tricolor. Movimentando-se por todos os lados do campo, lembrava aquelas peladas de recreio do colégio, na base do "sou eu contra a rapa". O máximo que o camisa 7 conseguiu fazer sozinho foi arriscar alguns chutes de longa distância e ver uma finalização sua após tabela com Adriano parar no peito do goleiro Giovanni.

A "rapa", nos contra-ataques, chegou ao terceiro gol. Aos 35 minutos, Evando avançou pela direita e cruzou na área. A zaga paranista parou no meio do caminho e Lins, sozinho, na pequena área, mandou para a rede.

O gol fez Sérgio Soares tomar uma atitude: mandar Wellington Silva aquecer. Em seu último ato na partida, Adriano demora a tentar o chute após jogada de Marcelo Toscano pela direita e a zaga afasta. O camisa 9 passou o sexto jogo em branco no Tricolor.

"Levamos três gols bestas. Era para estar na frente", reclamou Sérgio Soares na saída para o intervalo.

Wellington Silva dá opção no ataque

A entrada de Wellington Silva teve efeito imediato no Paraná. O time passou a tentar buscar mais a jogada aérea, para explorar a estatura do atacante.

Como os cruzamentos não vinham precisos, Wellington saiu da área. E funcionou. Como um ponta esquerda, o centroavante avançou pela linha lateral da grande área, livre, e cruzou rasteiro. Giovanni errou o tapa na bola e Marcelo Toscano, de carrinho, descontou, aos 14 minutos.

O Tricolor tinha meia hora pela frente, tempo suficiente para abafar a Ponte e buscar ao menos o empate. Novamente não foi o que aconteceu.

A Macaca administrava melhor o jogo. Evando, Lins e Jean Carioca levavam preocupação constante à confusa zaga paranista, sempre mal posicionada. Ney fez pelo menos duas boas defesas, outros chutes passaram rente à trave. Quando tinha a bola no pé, o Tricolor não conseguia criar.

Davi seguia sumido, e quando pegava na bola, tomava pontapé de Deda. O camisa 5 da Ponte bateu o jogo inteiro sem ser punido pelo árbitro mineiro Renato Cardoso da Conceição.

As poucas jogadas ofensivas passavam sempre pelo pé de Rafinha, Wellington Silva e Marcelo Toscano. Melhor em campo, o camisa 7 chegou a mandar uma bola na trave e teve um impedimento duvidoso marcado quando arrancava sozinho para fazer o gol. De "prêmio", levou um cartão amarelo.

A última cartada de Sérgio Soares parar mudar o jogo foi certeira. Aos 34 minutos, trocou Marcelo Toscano por Wando.

Aberto do lado direito, como um legítimo ponta, o experiente atacante iniciou a jogada do gol, aos 48 do segundo tempo, ao ganhar a linha de funda e cruzar com muita força. A bola passou por toda a área, mas não por Rafinha. O camisa 7 recebeu pela esquerda, ajeitou o corpo e mandou o chuveirinho de esquerda, no meio da área. Com estilo, Gabriel estufou o peito e subiu 20 centímetros acima do zagueiro Jean, para cabecear na rede.

"O primeiro tempo nosso foi bom, o time não desistiu nunca. Foi um empate com sabor de vitória. O gol da moral para o time", comemorou Gabriel

Não deu nem tempo para a Ponte dar a saída de bola. E o 3 a 3, se garantiu apenas um ponto na tabela, teve gosto de três pontos para o Paraná.

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