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 | Benoit Tessier / Reuters
| Foto: Benoit Tessier / Reuters

Stade de France lotado, a França pela frente e um carequinha, camisa 10, em noite inspirada. A comparação com a derrota na final da Copa do Mundo de 1998 é inevitável. Nesta quarta-feira, em Saint Dennis, nos arredores de Paris, a seleção brasileira criou pouco, foi prejudicada pela expulsão de Hernanes quando era melhor em campo, e foi batida pela França por 1 a 0, gol de Benzema.

Esta foi a segunda derrota seguida de Mano Menezes no comando da seleção brasileira. Depois de o treinador estrear com três vitórias em sequência sobre adversários frágeis - Estados Unidos Irã e Ucrânia -, o Brasil volta a cair frente a um adversário de calibre, novamente pelo placar mínimo - em novembro, levou 1 a 0 da Argentina em Doha.

O Brasil segue como freguês da França, que vinha de um fracasso na Copa do Mundo da África do Sul, quando foi eliminada na fase de grupos ainda. São 19 anos sem uma vitória sobre os franceses, algozes brasileiros nas copas de 1986, 1998 e 2006. O último triunfo do Brasil foi em 1992. Desde então os dois países se enfrentaram seis vezes, com dois empates e quatro vitórias azuis.

O destaque negativo do jogo pelo lado brasileiro acabou sendo o meia Hernanes, que recebeu nova chance de Mano Menezes na equipe titular do Brasil por conta da excelente temporada que faz na Lazio. No final do primeiro tempo, em uma dividida de bola, o ex-são-paulino acertou uma solada forte no peito de Benzema - lance muito parecido com o protagonizado pelo holandês De Jong na final da Copa da África. Foi expulso com justiça e deixou o Brasil com dez jogadores em campo durante mais da metade da partida.

Com um meio-campo aliando marcação e apoio na chegada ao ataque, o Brasil começou o jogo em Saint Dennis com ampla vantagem na posse de bola. Por cinco minutos, a França só observou o time de Mano Menezes circundar a sua área e quase abrir o placar. Logo no primeiro minuto de jogo, Daniel Alves arriscou da entrada da área, a bola quicou na área francesa e quase enganou Lloris, que defendeu com o peito e deu rebote. Robinho não chegou.

A França logo recuperou espaço e equilibrou o jogo. Aos 8 minutos, Benzema recebeu passe pela direita da área, bateu cruzado e tirou tinta da trave direita do gol de Julio Cesar. O Brasil revidou quatro minutos depois com Alexandre Pato saindo da área, arriscando de fora, e mandando por cima do travessão.

O jogo parecia que seria bom, mas caiu drasticamente de qualidade depois de 15 minutos. O Brasil seguia mandando no meio-campo, colocando a bola no chão, mas faltavam jogadas pelas laterais. Robinho, apagado, também não buscava o jogo, que parava em Hernanes ou em Renato Augusto.

Quando o Brasil conseguiu a criar, Alexandre Pato não ajudou. Aos 34 minutos, ele recebeu lançamento na área, se posicionou atrás de Ramil e aguardou o corte do zagueiro, que falhou. Desatento, o atacante brasileiro não conseguiu aproveitar o vacilo francês e viu a bola passar à sua frente na pequena área.

O Brasil voltava a ficar perto de abrir o placar, dominando o campo de ataque, mas acabou prejudicado por um lance imprudente de Hernanes. Aos 38 minutos, o jogador da Lazio disputou uma bola com Benzema, ergueu o pé e acertou, com uma solada, o lado direito do peito do francês. Vermelho direto para o meia brasileiro.

A expulsão do principal articulador do Brasil desestabilizou a equipe, que não se recuperou no primeiro tempo e voltou pior para a segunda etapa. Menez tinha uma avenida nas costas de André Santos e foi por ali que o jogador da Roma criou o lance que abriria o placar no Stade de France. Aos 9 minutos, ele passou por Robinho e cruzou rasteiro. David Luiz tirou o pé para não fazer contra, não cortou e a bola sobrou livre para Benzema, no segundo pau, só empurrar para o gol.

Aí o Brasil se perdeu de vez em campo. Logo dois minutos depois, o mesmo Menez fez outra jogada pela direita e cruzou na cabeça de Gorgouff, que ajeitou para Benzema bater para o gol. Julio Cesar se esticou todo para fazer defesa difícil.

Estreante, Renato Augusto não agradou. Enquanto teve Hernanes por perto, foi coadjuvante. Depois, desapareceu. Acabou substituído por Jadson, que também fez sua primeira partida com a camisa da seleção. Quando a coisa já estava feia, Mano Menezes tratou de deixar pior. Tirou o apagado Robinho para colocar um homem de marcação, Sandro. Com isso, deixou o Brasil com apenas dois jogadores ofensivos (Jadson e Alexandre Pato), mas com três volantes.

Cheio de jovens querendo mostrar talento, o Brasil encerrou o jogo buscando o resultado, mas sem assustar Lloris. Na melhor chance, Jadson deu ótimo passe para Hulk, que dominou mal e perdeu a oportunidade de empatar.

Confira como foi a transmissão interativa da partida com a participação dos repórteres Angelo Binder, Leonardo Bonassoli, Eduardo Luiz (da rádio 98 FM) e Cristian Toledo, comentarista da rádio 98FM).

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