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Brasileiro

Jejum em casa coloca o Coritiba em alerta

Coxa apostava em somar pontos como mandante para sonhar alto no Nacional, mas vê os planos ameaçados com segundo empate seguido no Couto

Autor do gol de empate, Marcos Aurélio teve lance polêmico com o goleiro Castillo: coxas-brancas pediram pênalti não assinalado | Pedro Serápio/ Gazeta do Povo
Autor do gol de empate, Marcos Aurélio teve lance polêmico com o goleiro Castillo: coxas-brancas pediram pênalti não assinalado (Foto: Pedro Serápio/ Gazeta do Povo)

Coritiba 2 x 2 Botafogo - Tem sempre alguma coisa que dá errado para o Coritiba. Foi o estado do gramado contra o Sport, a falta de "parede" do centroavante contra o Vitória e, agora, problemas no último passe. Mas nenhuma explicação parece suficiente para apagar mais um tropeço em casa.

O Coritiba empatou por 2 a 2 com o Botafogo, no Couto Pe­­rei­­ra, e acabou de vez com os planos de René Simões. O técnico, que vinha apostando todas as suas fichas no desempenho em casa para subir na tabela, já não ganha há duas partidas no Alto da Gló­­ria.

O Alviverde, que discursava sobre no mínimo buscar uma vaga na Libertadores, está muito pró­­ximo de se juntar ao rival Atlé­­tico na zona de rebaixamento. Para piorar, o próximo jogo é contra o Atlético-MG, no Mi­­neirão.

"Hoje (ontem) não foi nem problema de finalização, nós erramos foi no último passe. E quando se erra o passe tem de correr do­­brado e fica complicado. Mas se encaixássemos o último passe estaria tudo perfeito", disse René, na entrevista coletiva.

Não foi bem assim. No primeiro tempo o Alviverde se viu envolvido por dois simples motivos: tinha menos atletas no meio e só estava com um volante de ofício. O resultado foi uma equipe que saiu vaiada para o intervalo.

Outro ponto que demonstra a falta de paciência que começa a tomar conta do torcedor foi a saída antecipada do estádio no segundo gol do Botafogo, quando o Alviverde estava melhor.

Sintomas ocorridos nas arquibancadas, mas que são causados pela queda visível dentro de campo. E principalmente quando a equipe atua em casa – já que fora o Coritiba praticamente inexiste.

Nos últimos três jogos no Couto Pereira o time dirigido pelo técnico René Simões saiu perdendo. Contra o Grêmio, conseguiu a virada. Contra o Sport, o empate veio ainda no primeiro tempo. Ontem, quando Marcos Aurélio fez o segundo, o relógio já marcava 44 minutos da etapa final.

"Luta e determinação não está faltando. Mas somente isso não vai garantir as vitórias. Temos de ter um pouco mais de atenção para sair ganhando esses jogos", disse Bruno Batata.

Já René Simões ainda reclamou do árbitro – pelo pênalti não marcado e por aliviar nos cartões para o adversário – e, depois, sem muitas explicações, terminou a entrevista fazendo uma média com a torcida, quando falava sobre a perda do mando de campo na partida contra o Santos.

"Jogar sem a Império é muito ruim, pois o que gosto nessa torcida é que, quando a gente toma gol, ela sempre começa a gritar Coxa".

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Em Curitiba

Coritiba

Vanderlei; Rodrigo Heffner (MárcioGabriel), Jéci, Démerson e Douglas Silva (Rodrigo Crasso); Jaílton, Pedro Ken, Renatinho (Leozinho) e Carlinhos Paraíba; Marcos Aurélio e Bruno Batata.

Técnico: René Simões

Botafogo

Castillo, Wellington, Juninho e Eduardo; Alessandro, Leandro Guerreiro (Fael), Lúcio Flávio, Renato e Batista; Victor Simões e André Lima (Reinaldo)

Técnico: Ney Franco

Estádio: Couto Pereira. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS-FIFA). Gols: Victor Simões (B), aos 34/1º, Bruno Batata (C), aos 12/2º, Renato (B), aos 38/2º, e Marcos Aurélio (C), aos 44/2º. Amarelos: Juninho (B), Carlinhos Paraíba (C), Jéci (C), Jaílton (C), Marcos Aurélio (C), Eduardo (B), Batista(B). Público Pagante: 9.698 (11.789 total). Renda: R$ 128.440,00

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