
Decisivo, Paulo Baier faz a diferença. O camisa 10 do Atlético foi o principal responsável pelo clube ter batido o Botafogo, ontem, por 2 a 0, na Arena, conseguindo escapar definitivamente do rebaixamento no Brasileiro.
O capitão atleticano marcou o segundo gol e deu o passe para o primeiro (anotado por Wallyson). Continuidade do papel importante que o meia de 35 anos teve ao longo da competição. Ao todo, foram oito gols e nove assistências no Nacional. Números incapazes de traduzir o que Baier significa.
Líder, o jogador indicado pelo então técnico Geninho no início da competição virou a voz de Antônio Lopes dentro de campo. Em um grupo cheio de jovens, o "Velhinho", como é chamado pelos colegas, virou a referência da garotada.
"Esse jogo era a vida para nós. Não poderíamos deixar para a última partida contra o Barueri. Era o vai ou racha", avalia o meia.
Com contrato renovado para 2010 desde outubro, o mais experiente do elenco rubro-negro exige um novo planejamento já a partir de hoje. A intenção é não ficar na parte baixa da tabela novamente.
"Amanhã (hoje) os responsáveis pelo planejamento já devem começar a pensar algo melhor. Temos de brigar por título de Copa do Brasil, Brasileiro e pela Libertadores. Temos de dar algo a mais para essa torcida que tanto empolga", afirma Baier, despedindo-se da competição, já que recebeu o terceiro cartão amarelo e não joga na rodada final.
Apesar de ter flertado com o descenso especialmente nas duas últimas temporadas, o Furacão é um dos seis clubes brasileiros presentes em todas as edições da Série A desde a adoção dos pontos corridos, em 2003. Flamengo, São Paulo, Santos, Cruzeiro e Internacional completam a lista.
Se só ficar na Série A já não é o suficiente, a garantia na Baixada é de que o próximo ano será pensado com objetivos bem maiores. Uma peça fundamental, Paulo Baier, está garantida. Já outras, como o técnico Antônio Lopes, ainda dependem de negociações.
"Essa base será importante, e não adianta ficar contratando garotada. Garotada já temos um monte. Temos de ir atrás de peças-chave para o nosso time", pede o Delegado, sabendo que o risco de ficar à beira do precipício em todo ano não é para ele e nem para o Atlético.




