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Vale-tudo

Maurício Shogun desembarca em Curitiba e lamenta lesão no joelho

Segundo lutador da Chute Boxe, rompimento no ligamento do joelho atrapalhou preparação e desempenho na derrota para Forrest Griffin no UFC 76

O lutador curitibano Maurício "Shogun" Rua desembarcou em Curitiba na tarde desta quarta-feira (26). Apesar da viagem tranqüila, a derrota sofrida no último sábado no Ultimate Fighting Championship (UFC) de número 76 ainda ecoa na cabeça do atleta da Academia Chute Boxe. A terceira derrota da sua carreira no MMA (Mixed Martial Arts, o conhecido "vale-tudo") para o norte-americano Forrest Griffin decepcionou a todos, inclusive o próprio lutador.

"Realmente fiquei muito triste, foi a pior derrota da minha carreira", declarou Shogun. Anteriormente, um braço quebrado – na luta contra Mark Coleman – e uma finalização contra Renato "Babalu" Sobral em 2003 haviam sido as únicas derrotas do curitibano.

"Eu nunca havia cansado como cansei nessa luta. Mas não adianta inventar desculpas, o erro foi meu, não treinei como deveria, não me concentrei, tiveram outras coisas que atrapalharam, mas ele também teve méritos. Tiro uma lição de tudo isso e agora é treinar para dar a volta por cima", desabafou o lutador.

Na luta, a falta de fôlego fez com que o curitibano buscasse a todo tempo derrubar Griffin, mas sem sucesso. A troca de golpes em pé também ficou comprometida. "Como cansei, queria decidir no chão, ficando por cima. No começo, o objetivo era ficar em pé e decidir ali mesmo, mas no segundo round fiquei muito cansado", lamentou.

Além dos problemas na preparação, Shogun culpou também uma lesão em um dos joelhos como um dos problemas enfrentados por ele nos últimos dois meses. "Rompi o ligamento durante um treino, ai fiquei limitado, não podia correr, não podia malhar direito. Ainda assim treinei bastante, mas não o suficiente", afirmou.

Para resolver o problema, Shogun revelou que "irá para a faca" já nesta sexta-feira (28). "Vou operar esse joelho na sexta e devo ficar sem treinar pelos próximos três meses. Pelo que conversei com o mestre Rudimar (Fedrigo), só volto a lutar em janeiro ou fevereiro". A meta, apesar do revés, segue sendo a mesma: "A meta é o cinturão, a luta continua", concluiu.

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