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AUTOMOBILISMO

Mercedes ignora rivais na largada do GP da China

Favoritismo da escuderia inglesa contagia os boxes na quarta prova da temporada. Adversários tentam se reconstruir

Sebastian Vettel, da Red Bull: tetracampeão em crise, mas otimista | Reuters
Sebastian Vettel, da Red Bull: tetracampeão em crise, mas otimista (Foto: Reuters)

A largada para o GP da China só será dada na madrugada deste domingo, a partir das 4 horas (de Brasília), mas no paddock de Xangai todos já parecem conformados com mais uma vitória da Mercedes. Até agora o time alemão se mostrou imbatível. Foram três vitórias (duas delas com dobradinha), três poles – a quarta seria definida na última madrugada –, três voltas mais velozes nos GPs e a liderança nas 170 voltas já disputadas.

Nico Rosberg, que lidera o Mundial com 61 pontos, como Lewis Hamilton, o vice-líder com 50, não fazem questão nenhuma de rejeitar o papel de favoritos para vencer a corrida em Xangai. "Sei que a chance de ganhar existe e muito provavelmente meu único rival vai ser o Lewis", disse Rosberg. Caso a Mercedes saia vitoriosa, será a primeira vez que uma equipe ganhará as quatro primeiras etapas desde a Renault em 2005.

Enquanto a Mercedes se deleita com sua superioridade, a Ferrari tenta se recompor. Em sua estreia como novo chefe da escuderia, o italiano Marco Mattiacci afirmou que a equipe vai brigar para tirar o atraso. "Não vamos nos render. Nosso objetivo é reduzir o máximo possível a diferença com a Mercedes, que lidera neste momento. E não será uma tarefa fácil", afirmou Mattiacci. "Vamos para a quarta corrida, e estamos muito perto da prova para fazer mudanças. Mas o automobilismo tem muitas variáveis, que podem influenciar em uma volta, em uma prova, e até em um campeonato."

Ontem, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen encontraram o novo chefe pela primeira vez, antes do início dos treinos livres. Mattiacci substitui Stefano Domenicali, que dirigiu a equipe nos últimos seis anos e pediu demissão após o começo ruim da escuderia. Até agora, o espanhol conseguiu os melhores resultados da Ferrari no Mundial: dois quartos lugares (Austrália e Malásia). Mattiacci trabalha na Ferrari há 14 anos, e era chefe da divisão da montadora para a América do Norte. Baseado em Nova York, liderava a divisão que vendia carros esportivos para o maior mercado consumidor da marca. Será sua estreia na área de competições da montadora, da qual a equipe de Fórmula 1 faz parte.

O alemão Sebastian Vettel, tetracampeão pela Red Bull, segue tentando encontrar o caminho de volta para as primeiras posições – só subiu ao pódio uma vez em 2014 e é o 6.º colocado com 23 pontos. Na China, o discurso chega a ser otimista. "Ainda há muito a fazer porque não estou onde gostaria, mas fizemos alguns progressos", resumiu.

Ao vivoGP da China, às 4 h (domingo), na RPC TV.

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