| Foto: Hedeson Alves / Agência de Notícias Gazeta do Povo

Além da retomada no quadro de sócios (estimado em 13 mil) e da venda de aproximadamente quinze mil entradas (com um público total de trinta mil pessoas), volume financeiro considerado ótimo pela diretoria do clube, em campo, os atletas também entendem que a partida marca uma retomada, um reinício na competição, mesmo vinte e um jogos depois.

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"É um jogo diferente. Nós vamos tratar realmente como uma estreia no campeonato", diz o zagueiro Cleiton, que formará o trio ao lado de Jéci e Pereira.

O defensor disputou o Paulistão pelo Botafogo de Ribeirão Preto, por empréstimo, e portanto, não atuou no Couto Pereira esse ano. "Faz um bom tempo que não jogo uma partida oficial aqui no Couto Pereira e para mim vai ser muita gratificante", disse.

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Outros, como o goleiro Édson Bastos, que volta à equipe depois de tratar de um corte na mão direita, estiveram no gramado do Couto durante o Paranaense, nas partidas dos "supermando". Mesmo assim, entende que é um reinicio no campeonato.

"Volto em um momento importante, de definição, em uma oportunidade de reconquistar a liderança", afirma o camisa 1.

Para tanto, é preciso vencer a Portuguesa e contar com um empate ou vitória da Ponte Preta sobre o Bahia, em Campinas. Enquanto a festa corre nas arquibancadas e nas finanças do Coxa, com a injeção de ânimo da volta, há a tentativa de controle da ansiedade. O torcedor conta os minutos para rever o time em casa. "Nós também, a ansiedade existe. Mas temos de ter cautela", pondera Bastos.

A cereja no bolo é a volta do ídolo Tcheco, confirmado como titular. Com isso, Enrico foi deslocado para a esquerda. Léo Gago volta à equipe, enquanto Andrade se consolida como titular, tentando manter a empolgação sob controle.

Festa, só fora do gramado. "Para a gente é uma pedreira. A Portuguesa é um concorrente direto. Umas duas semanas atrás a gente fez uma reunião interna e traçou um objetivo em relação aos jogos com o América-MG e a Portuguesa. A festa é só para o torcedor", afirma o volante Andrade. Com o Coelho, um empate fora de casa que assegurou o retorno ao Couto dentro do G4.

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De todos os setores do Coritiba, só um não terá o reinicio que desejava: a principal torcida organizada do clube. Mesmo após reivindicação mediada pelo Ministério Público durante a semana e liberação por parte da Polícia Militar para que usasse seus adereços, a Império Alviverde terá restrições, por determinação da diretoria coxa-branca. Não poderá entrar no estádio com adereços, faixas e camisetas alusivas à facção, o que gerou uma manifestação do presidente do grupo, Luiz Fernando Corrêa, o Papagaio.

"O ‘doutor’ [advogado do clube, Gustavo] Nadalin estava na reunião com Ministério Público e o Coritiba não está acima da lei. Para esse jogo eu já havia falado que acataria a decisão do clube. É um jogo festivo e eu entendo que nós temos que vencer. Agora essa rivalidade tem que acabar. A constituição garante alguns direitos", disse, prometendo providências para que a torcida volte a ostentar seus adereços.