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Volêi de Praia

Emanuel e Alisson superam austríacos e ‘clima curitibano’

Sob o céu coberto de nuvens de chuva – a água prejudicou alguns esportes –, Emanuel e Alison bateram  os austríacos | Marcelo Del Pozo/ Reuters
Sob o céu coberto de nuvens de chuva – a água prejudicou alguns esportes –, Emanuel e Alison bateram os austríacos (Foto: Marcelo Del Pozo/ Reuters)

Veterano em disputas olímpicas (esta é a quinta), o curitibano Emanuel sabe que paciência e concentração são essenciais para atingir o topo. Essa mensagem o campeão olímpico de 2004 vinha passando há meses para seu companheiro em quadra, o estreante Alison.

Ontem, o capixaba pôde colocar em prática os conselhos. Já na estreia do time de vôlei de praia, os austríacos Doopler e Horst tentaram surpreender, vencendo o primeiro set por 21 a 19 e exigindo superação do time nacional.

A dupla austríaca está na 33.ª posição do ranking do Circuito Mundial deste ano, por isso a surpresa pela vitória no primeiro set contra os atuais campeões do mundo, do Circuito e vice-líderes do ranking no ano.

"É uma dupla que foi formada só para se classificar para a Olimpíada [a seleção é pelo ranking individual dos jogadores], são dois defensores. Não sabíamos como jogar com eles, mas eles sabiam como jogar contra nós", disse Alison.

No set seguinte, ainda sob o sol do verão londrino, ele e Emanuel abriram vantagem de três pontos sobre os austríacos, encaixando seu principal fundamento, o bloqueio. Após o início de uma chuva, os brasileiros empataram: 21 a 17. No tie break, vitória por 16 a 14, já sem a chuva, mas sob forte e gelado vento.

"Tanta mudança no clima não me incomodou no jogo porque estava muito concentrado. Mas deu a impressão de eu estar jogando em Curitiba. Teve sol, frio...", falou Emanuel.

Amanhã, a dupla brasileira volta à quadra de areia montada no Horse Guards Pa­­rade às 6 horas (horário de Brasília) para enfrentar os suíços Jefferson Bellaguarda e Patrick Heuscher.

Para conhecer melhor os adversários, os brasileiros têm assistido a jogos anteriores dos suíços.

"Não é a melhor forma. O ideal seria que assistíssemos a confrontos nossos com eles. E eles ainda têm outra vantagem de conhecerem nosso estilo de jogo. O Bellaguarda é brasileiro naturalizado suíço e sabe bem como dificultar", falou o paranaense. Se vencerem essa partida, garantem a classificação antecipada à próxima fase.

Até chegar à decisão, a dupla tem ainda mais cinco jogos. Ambos evitam falar em medalha e repetem, afinados, o discurso de que a tática é seguir a competição passo a passo.

"O importante é que conseguimos passar bem pela ansiedade da estreia", reforçou o capixaba.

Vale espiar como vai o de­­sempenho dos concorrentes nas outras chaves? "Não. Olimpíada é momento de focar toda a energia para o próximo jogo. Não dá para dispersar para nada", ensina o veterano Emanuel.

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