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Crise na FPF

Onaireves Moura ainda não sabe se irá recorrer contra suspensão do STJD

Advogado do ex-presidente da FPF disse que o recurso é possível. Entidade vai contestar pagamento de taxas à Faap

O advogado Vinicius Gasparini, que representa a Federação Paranaense de Futebol e o agora ex-presidente da instituição Onaireves Moura, afirmou que ainda não discutiu com seu cliente a possibilidade de recorrer à Justiça Comum contra a punição confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva nesta quarta-feira. Em julgamento realizado no Rio de Janeiro, Moura teve seus recursos negados e a suspensão de seis anos sugerida pela Comissão Disciplinar foi mantida.

De acordo com o advogado, Moura ainda não decidiu sobre seu futuro. "Vamos conversar na segunda-feira para ver como é que vamos fazer e se ele irá recorrer na Justiça Comum. Pra dizer a verdade, eu cheguei agora à tarde em Curitiba e só falei com ele ontem (quarta-feira) a noite para dar um 'Oi!'. Ele acompanhou o julgamento pela Internet e estava muito chateado", afirmou o advogado.

Em tese, Moura deve contestar a decisão da Justiça Desportiva na Justiça Comum. "Como pessoa física, fora de presidência, ele tem direito de buscar seus direitos para obter uma decisão que melhor lhe favoreça. Ele estava bastante abatido com a decisão, afinal são 22 anos de batalha pelo futebol paranaense. No próprio tribunal, durante o julgamento, os auditores mencionavam isso e os clubes sabem da luta do Onaireves. Mas ele está se acostumando a sair de situações adversas e tem o livre arbítrio de tentar melhor sorte".

A possibilidade dos clubes paranaenses serem prejudicados por uma possível investida de Moura fora das esferas esportivas foi negada por Gasparini. "Se ele recorrer, será como pessoa física, afinal não tem mais relações com a FPF depois da decisão de ontem (quarta). Na verdade não seria a FPF que continuaria com o processo. É uma questão pessoal do Moura".

Mandato

Após a exclusão de Moura da FPF, o vice-presidente Aluízio Ferreira segue no comando da Federação. De acordo com Gasparini, não há possibilidade da CBF nomear um interventor para a instituição. "Estive no Rio de Janeiro com o doutor Aluízio e está tudo 'ok'. Estamos mantendo as coisas em ordem por aqui e vamos cumprir o estatuto, ou seja, ele deve cumprir o mandato até abril do ano que vem. Não há possibilidade de convocarmos novas eleições, afinal temos outros três vices".

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