Em pleno Estádio Olímpico, os corintianos comemoram a vitória sobre o Grêmio, conquistada sem a presença de Ronaldo Fenômeno, poupado| Foto: Mateus Bruxel/Correio do Povo
Neymarconseguiu dois pênaltis para o Santos, um deles completamente mal marcado: acertou uma cobrança e errou a outra
Um dos reservas são-paulinos em campo, Léo Lima abriu o placar antes da virada
Em jogo brigado no campo vascaíno, cariocas e paulistas não saíram do zero

Em Porto Alegre

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Grêmio 1 x 2 Corinthians

O Corinthians descobriu ontem, diante do Grêmio no Estádio Olím­­pico, que o time pode ser competitivo sem Ronaldo e também que Souza, autor de dois gols em dois jo­­gos no Brasileiro, pode ser importante a ponto de não ser dispensado. A vitória por 2 a 1 sobre os gaúchos re­­velou uma equipe forte na marcação e objetiva no ataque.

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A tarefa ficou mais fácil com um gol logo no primeiro ataque. Em co­­brança de escanteio, Ralf subiu mais que a zaga e marcou de cabeça – a bola ainda bateu na trave antes de entrar. Depois disso, o Corinthians se fechou e passou a impedir a aproximação gremista.

Sem pelo menos cinco titulares e pensando no jogo de quarta contra o Santos pela semifinal da Copa do Brasil, o Grêmio mostrou pouca criatividade.

Na segunda etapa, aos 19 minutos, o Corinthians chegou ao segundo gol. Jucilei encontrou Dentinho livre na esquerda. O atacante cruzou, o goleiro Victor e o lateral Bruno Collaço falharam e Souza marcou. Depois disso, o Grêmio aumentou o número de atacantes com a entrada de Jonas e Maylson.

Em sua primeira jogada, aos 29 mi­­nutos, Maylson aproveitou falha do zagueiro William e bateu no canto de Felipe. O tricolor ainda tentou pressionar, mas o Corinthians segurou a vantagem e encerrou um je­­jum de 11 anos sem vencer no Sul.

Em Santos

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Santos 1 x 1 Ceará

O Santos voltou a empatar, ontem, pela segunda rodada do Brasileiro. Preso na inspiração de Paulo Hen­­rique Ganso e de olho na semifinal da Copa do Brasil, o time ficou no 1 a 1 com o Ceará, na Vila Bel­­miro. Nas duas cobranças de pênaltis que teve, Neymar acertou uma e errou a outra – ambas com paradinha.

Apesar do jogo decisivo contra o Grêmio, na quarta, o técnico Dorival Júnior não quis saber de poupar jo­­gadores. Apenas Léo e Ro­­binho folgaram. Ao menos na escalação, a ordem era partir para cima.

Quem marcou primeiro foi o Ceará. Aos 9 minutos, o estreante Washing­­ton recebeu cruzamento na área e, sozinho, cabeceou firme para o gol. O primeiro tempo só não foi pior para o time da casa porque, além de o árbitro ter anulado erradamente um gol do Ceará, Ganso deixou Ney­­mar na cara do gol e o atacante cavou pênalti. Na cobrança, Ney­­mar deslocou o goleiro com uma paradinha e empatou.

No fim do jogo, mais um pênalti em Neymar. Na nova cobrança, nova paradinha, mas desta vez a bola foi para fora. E o jogo terminou com o placar empatado.

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Em São Paulo

São Paulo 1 x 2 Botafogo

O espírito guerreiro que o São Paulo mostrou na Libertadores não contagiou os reservas tricolores ontem, na derrota para o Botafogo por 2 a 1, no Morumbi. Apático e desinteressado, o time misto de Ricardo Gomes permitiu a virada carioca em casa e manteve o Tricolor sem vitória no Brasileiro.

As equipes fizeram um jogo de pouca inspiração para os poucos mais de 10 mil torcedores que foram ao Morumbi. Para o São Paulo, que abriu o placar logo aos 8 minutos com Léo Lima, a falta de ousadia foi punida com a virada, que veio em um gol de Renato Cajá a três minutos do fim. "Não achei o time apático", defendeu Rogério Ceni, que preferiu culpar a arbitragem. "Ele só marcou as faltas no ataque para eles. Apitou no ano passado também contra o Botafogo e o jogo foi cheio de polêmicas. Hoje (ontem) outra vez não foi justo." Com a derrota, o São Paulo manteve apenas um ponto no Brasileiro, em dois jogos.

Acomodado

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O São Paulo começou melhor e não demorou a abrir vantagem: Léo Lima aproveitou cruzamento preciso de Jorge Wagner para desviar de cabeça. O gol no início deixou o São Paulo mais confortável na partida, contra um adversário que não chegava a assustar. Sem o atacante uruguaio Loco Abreu, o time de Joel Santana perdeu bastante na bola aérea, sua principal jogada.

Mas aos 14 o Botafogo teve um gol de cabeça anulado de Antônio Carlos, que fez falta em Alex Silva. Era apenas um ensaio para o empate, que viria aos 28. Em novo cruzamento de Lúcio Flávio, Antônio Carlos cabeceou no meio da zaga para marcar. "A jogada deles é bola parada, fomos avisados disso e vacilamos", lamentou Washington.

Após o intervalo, Ricardo Gomes fez algumas modificações, mas não conseguiu mexer com o ânimo da equipe. Aos 42, Renato Cajá tabelou com Herrera na en­­trada da área e tirou de Rogério Ceni para garantir a virada carioca. "A gente tem de tirar uma grande lição do jogo de hoje, pois em cada jogo deste Brasileiro temos de jogar sério até o fim", afirmou Richarlyson.

No Rio

Vasco 0 x 0 Palmeiras

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Com ressalvas, pode-se dizer que Antônio Carlos arrumou a defesa do Palmeiras. Mas, com certeza, dá para constatar que o ataque é a principal deficiência do time. Assim, com uma zaga que ainda não levou gol no campeonato e com jogadores de frente que têm dificuldades em balançar a rede, a equipe ficou no empate sem gols com o Vasco, ontem, em São Januário.

O resultado pode até ser comemorado. Em busca da reabilitação – havia perdido para o Atlético-MG na estreia, por 2 a 1 –, os cariocas dominaram a partida, mas, assim como o adversário, também abusou dos erros. "Foi um ponto bom, um excelente resultado", confirmou o zagueiro Léo, satisfeito com o empate fora de casa.

Nem na etapa final, o panorama do jogo mudou. O Palmeiras até teve mais iniciativa em busca da vitória. Porém, os erros de passes e arremates – dos dois lados – continuaram e o zero seguiu no placar.

Em Belo Horizonte

Cruzeiro 2 x 2 Avaí

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Cruzeiro e Avaí empataram por 2 a 2, ontem, no Mineirão, em um jogo de dois tempos distintos. Na primeira etapa, o Avaí abriu 2 a 0, enquanto na segunda a equipe da casa reagiu e empatou. Com o resultado, ambos os times chegaram a quatro pontos na tabela.

A partida começou a esquentar aos 18 minutos, quando o zagueiro Leonardo Silva – após entrada em Davi – manteve sua frequência de expulsões, deixando o Cruzeiro com um a menos. O Avaí se animou e foi para cima. Aos 25 minutos, Pará fez fila na área do Cruzeiro e bateu no canto esquerdo de Rafael. Aos 45, Roberto recebeu na área e tocou com categoria por cima do goleiro: 2 a 0.

No segundo tempo, porém, o Cruzeiro descontou logo aos 8 minutos. Wellington Paulista recebeu de Thiago Ribeiro e desviou de cabeça para as redes. O lance acordou a torcida e o time, que empatou aos 17 minutos. Gilberto driblou Zé Carlos e sofreu falta na área. O goleiro do Avaí foi expulso e Wellington Paulista converteu o pênalti. A Raposa ainda teve um gol anulado.