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Série B

Para reagir, Tricolor prega espírito de time pequeno

Sérgio Soares evita bronca, dá moral aos jogadores e pede time mais pegador, com força no contra-ataque, para derrotar o Ipatinga

O lateral-esquerdo Fabinho volta ao time depois de ficar de fora do vexame tricolor em Goiânia, ao cumprir suspensão | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
O lateral-esquerdo Fabinho volta ao time depois de ficar de fora do vexame tricolor em Goiânia, ao cumprir suspensão (Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo)

Marcação forte, sem oferecer espaços ao adversário e cautela em dose bem maior do que a ousadia. Junte-se a isso paciência no toque de bola e ataque calcado principalmente em saídas rápidas no contragolpe. Essa combinação, que muitos chamam de espírito de time pequeno, é o que o Paraná pretende adotar para o confronto de hoje contra o Ipatinga, às 19h30, na Vila Capanema.

Voltar a vencer é obrigação no Tricolor, em jejum há cinco partidas e ainda com as cicatrizes do vexame em Goiânia. No Serra Dourada, perdeu por 5 a 0 para o Atlético-GO na estreia do técnico Sérgio Soares. A atuação pífia do time assustou o substituto de Zetti e mandou o Paraná à zona de rebaixamento. Destino natural para uma equipe que não balança a rede há quatro rodadas, ostenta o terceiro pior ataque e a terceira pior defesa da Segundona.

Para dar novas cores à caminhada paranista, o discurso na véspera do duelo com o Tigrão foi bem ensaiado. Primeiro objetivo: esquecer o fiasco de sábado. Segundo: não poupar fôlego em campo. O jogo mais físico, apontado pelo elenco como o primeiro passo para a recuperação do time – e da confiança na capacidade do grupo –, traz consigo um antídoto para a provável impaciência da torcida no Durival Britto. "Nenhum torcedor vaia ou xinga jogador que corre. Temos de nos dedicar para merecer o apoio da torcida", explicou Sérgio Soares.

Apesar da falta de pegada e de atenção na partida passada, o comandante não apelou para a bronca. Na reunião com jogadores e diretoria dentro de campo, antes do treino de ontem, preferiu uma injeção de ânimo. "Eles têm de acreditar no potencial deles. Não era hora de bater, mas de incentivar, de estimular", falou o treinador.

Ainda um pouco abatido, o volante João Paulo foi um dos mais enfáticos. "Temos de mostrar que somos homens, dar aquele algo a mais. Não entendemos o que está acontecendo, mas o Paraná tem de começar a vencer agora", disse. "O jeito é jogar como time pequeno", complementou.

Para que o Ipatinga "pague o pato pela má fase paranista", como espera o meia Davi, o jeito é não confiar apenas na qualidade do elenco. "Se não está funcionando na técnica, tem de ser na raça, no coração", prescreveu o lateral Murilo. "Pressão temos de todos os lados, mas a cobrança tem de começar por nós mesmos", acrescentou.

Ao vivo

Paraná x Ipatinga às 19h30, no Premiere e no tempo real aqui na Gazeta do Povo.

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Em Curitiba

Paraná

Ney; Freire (Élvis), Gabriel, Dirley; Murilo, Adoniran, João Paulo, Davi e Fabinho; Wando e Malaquias (Alex Afonso)

Técnico: Sérgio Soares

Ipatinga

Marcelo Cruz; Cláudio, Léo Oliveira, Alessandro Lopes e Marinho Donizete; Lucas, Max Carrasco, Leandro Brasília e Marcelo Moscatelli; Marcelo Ramos e Amílton

Técnico: Marcelo Oliveira

Estádio: Vila Capanema. Horário: 19h30. Árbitro: Paulo Henrique G. Bezerra (SC). Auxs.: Alcides Zawaski Pazetto (SC) e Claudemir Maffessoni (RJ)

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