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Paraná busca renda alternativa

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Por Sandro Gabardo
  • [15/02/2006] [21:19]

Com uma cota de televisão muito menor que a da maioria dos concorrentes da Primeira Divisão do Brasileiro, o Paraná busca outras fontes de renda para manter o elenco competitivo. Além das constantes viagens do presidente José Carlos de Miranda para tentar negociar um aumento na fatia da verba de tevê destinada ao clube, o Tricolor tem apostado na receita gerada por jogadores que já não estão mais na Vila Capanema.

A nova ação paranista, prevista para ser consumada entre hoje e amanhã, é reivindicar parte do valor da transferência do atacante Schumacher, negociado pelo Atlético com o futebol italiano. O clube se apóia nas normas de transferências internacionais da Fifa, que prevê que 5% do valor de qualquer transação seja destinado às equipes pelas quais o atleta jogou entre 12 e 23 anos.

Profissionalizado no Rubro-Negro, Thiago Maier Santos começou nas categorias de base do Paraná. Passou ainda por Coritiba e Nacional (clube amador do bairro Boqueirão, em Curitiba).

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"É uma atitude normal, automática. Quando qualquer jogador formado no clube é negociado, a gente entra com a ação pedindo a nossa parte", explicou o Miranda.

Responsável por entrar com a ação na Fifa, o advogado especializado em direito esportivo internacional, Eduardo Carlezzo, lembra que outros quatro casos estão tramitando na Justiça. As mudanças de clube de Tcheco, Mozart, Márcio Nobre e Diogo (hoje no Coritiba) devem render um suporte de caixa para o time da Vila Capanema ainda este ano.

A medida paranista é idêntica à que foi tomada quando Ilan trocou o Atlético pelo Sochaux, da França. Naquele caso, ao Tricolor foram repassados cerca de R$ 750 mil dos R$ 8 milhões da venda do atleta.

Apesar da rivalidade acirrada com o caso, já que o Atlético tirou Schumacher do Paraná ainda garoto, o processo paranista tem como alvo o clube comprador – no caso a Udinese – e não o rival estadual.

"O comprador tem a obrigação de guardar esses 5% para passar aos clubes formadores do jogador, mas isso não acontece", comentou Carlezzo.

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Essa parcela, chamada de mecanismo de solidariedade, tem de ser paga até o fim da carreira do atleta. Normalmente, os casos mais complicados levam de 8 a 12 meses para serem resolvidos.

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Pensando no clássico com o Coritiba, no domingo, o técnico Barbieri deve definir hoje quem entra no lugar do meia Maicosuel, suspenso pelo terceiro amarelo. O favorito é o atacante Jeffe. Outra dúvida é na lateral-direita. O volante improvisado Goiano, que foi bem contra o União Bandeirantes, e Parral, recuperado de contusão, brigam pela vaga.

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