Não deu para ser levado a sério. Jogando mal em todos os setores do campo contra o líder São Paulo, o Paraná Clube pediu para perder, não esboçou qualquer resistência e sofreu um passeio no Estádio Morumbi: 6 a 0. Graças ao goleiro Flávio e aos erros dos atacantes são-paulinos, a goleada não foi ainda maior. O resultado deixa o Tricolor paulista a 11 pontos do vice-líder Cruzeiro.
Na outra ponta da tabela, o Paraná revê a aproximação da zona de rebaixamento, e de quebra sofrendo a maior goleada da história do clube em Brasileiros. E com o futebol apresentado na capital paulista, a torcida tem que se preocupar. Dentre os problemas, provavelmente o único fora da listagem esteja Josiel, mero espectador ao lado do goleiro Rogério Ceni durante praticamente todo o jogo.
Destaques negativos não faltaram: nas laterais, Alex e Elvis não souberam criar absolutamente nada e sequer conseguiram marcar alguém. Na zaga, Toninho cometeu nova falha ridícula e Aloísio agradeceu. Neste lance, aliás, o São Paulo abriu a contagem, e continuou a marcar gols sem piedade.
No melhor estilo "três vira, seis ganha", o Tricolor paulista fez a alegria dos cerca de 40 mil torcedores que compareceram ao Morumbi. É verdade que o Paraná falhou muito, mas os são-paulinos mostraram porque vêm liderando o Brasileirão com certa folga, jogando com muita aplicação na defesa, e com velocidade no ataque.
Na próxima quarta-feira, (5), o São Paulo vai ao Mineirão enfrentar o Atlético-MG. Um dia depois, o Paraná recebe o Náutico na Vila Capanema.
Tricolor paranaense resiste por 27 minutos
Nos primeiros instantes de bola rolando entre São Paulo e Paraná, os visitantes procuraram mostrar que iriam dificultar a vida dos líderes da competição. Apesar de alguma aplicação vista na marcação na zona intermediária da defesa, o Tricolor paranaense não mostrava qualquer poder ofensivo contra a defesa menos vazada.
Aos poucos, com essa falta de presença no ataque até porque Vandinho era pura correria, desordenada diga-se de passagem, e Everton "se escondeu" , Josiel ficou isolado, a ponto dos zagueiro Neguette, Toninho e Daniel Marques começarem a arriscar chutões para o artilheiro do Brasileirão, todos infrutíferos.
Jogando tão mal quanto na fase de Gilson Kleina, o Paraná logo ficou encurralado e só se defendendo. Contra a pressão e a maior qualidade dos jogadores do São Paulo, não houve correria e chutão que resolvesse. Aos 27 minutos, Aloísio aproveitou deslize de Toninho e marcou o primeiro da partida. Esse tento modificou o panorama da partida.
Se o Paraná já não atacava, depois do primeiro gol são-paulino o jogo só piorou para a equipe. Os donos da casa cresceram e facilmente, passando pela defesa, marcaram mais dois ainda nos primeiros 45 minutos, com Dagoberto e Souza. Pelo que apresentou, o Tricolor paranaense teria que mudar significamente ou iria sofrer durante mais um período de partida.
"Três vira, seis ganha"
Na tentativa de modificar um pouco mais a atuação do Paraná, o técnico Lori Sandri colocou Goiano e Batista nos lugares de Adriano e Toninho, passando para um 4-4-2. A expectativa era de que a equipe pelo menos mostrasse maior poder de reação, buscando o gol de honra e evitando as descidas perigosas do São Paulo.
Não deu. Logo aos três minutos, Miranda perdeu um gol incrível, na cara do gol, e deu mostras de que o torcedor paranista iria sofrer por mais 45 minutos. Aos 17, Elvis perdeu bola boba na saída de bola e Souza apenas cruzou para Dagoberto, livre, fazer o quarto.
Nem mesmo o resultado já assegurado fez o Tricolor paulista tirar o pé do acelerador. Cinco minutos depois, Aloísio ganhou de Batista e fez o quinto da triste jornada paranista no Morumbi. Finalmente, aos 33, Leandro deixou o seu gol e saciou o apetite são-paulino. Entre todos os gols, o Paraná não incomodou Rogério Ceni.
Nos minutos finais, alguns chutes de fora da área e cruzamentos sem direção na área do São Paulo resumiram as tentativas de marcar do Paraná. Muito pouco para quem pensava em aprontar uma para cima do líder.
Confira a ficha técnica e os lances da goleada sofrida pelo Paraná
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