Marinho (camisa 11) bate cruzado para marcar o segundo gol paranista ontem na Vila. Dupla formada por ele e Hernane foi elogiada, mas faltou a vitória| Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

O sonho de voltar à Primeira Di­­visão poderia ter voltado à Vila Capanema. Mas, após estar vencendo o São Caetano por duas vezes ontem, jogando em casa – resultado que baixaria para quatro pontos a distância em relação ao G4 –, o Tricolor sofreu o empate por 2 a 2, manteve a sina de não vencer times paulistas na Série B deste ano e ficou a seis pontos da zona de classificação, faltando cinco partidas para o fim do campeonato.

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O discurso do time e da comissão técnica, porém, ainda é de esperança. "A gente trabalha jogo a jogo e tudo passa pela vitória contra o Grêmio Barueri. Te­­mos dois jogos seguidos fora de casa [Barueri e ABC], temos de tra­­balhar bem a semana para vencer", disse o treinador Gui­­lher­­me Macuglia. "O resultado não foi o esperado e agora vamos buscar as vitórias nos dois próximos jogos fora", falou o atacante Marinho, autor do segundo gol paranista.

A falta de malandragem por ter deixado o time do ABC paulista empatar duas vezes também preocupou os paranistas. "Faltou experiência, faltou comando dentro de campo, faltou fazer a falta na hora certa. É inadmissível tomar gol do jeito que tomamos. Deveríamos ter tido mais posse de bola para definir a partida", lamentou Macuglia.

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O zagueiro Brinner manteve o discurso do treinador, dizendo que falou atenção à equipe e que o segundo gol foi culpa de um momento de apagão. "Jogamos bem, a dupla de ataque funcionou, mas levamos um gol que não podemos levar", disse. Ele ainda culpou a falta de pegada em alguns jogos para justificar a ausência do time na zona de clas­­sificação para a Série A. "Se tivéssemos jogado alguns jogos com a mesma pegada que jogamos contra a Ponte Preta e hoje [ontem], com certeza estaríamos no G4", finalizou.

Quem mereceu elogios por parte de todos ontem foi a dupla de ataque, formada por Marinho e Hernane, que marcaram os gols do Tricolor. "Eu dei o primeiro gol para o Marinho e de­­pois ele me devolveu pra eu mar­­car o segundo. Mas eu trocaria o meu gol pela vitória, que era o que mais importava", discursou Hernane.