Leandro Niehues, técnico do J. Malucelli, que abre o torneio para os paranaenses | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Leandro Niehues, técnico do J. Malucelli, que abre o torneio para os paranaenses| Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo
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Desprezada nos seus primeiros anos de disputa, a Copa do Brasil chega hoje à sua 21ª edição como um dos principais campeonatos nacionais. São 64 times na disputa do título, que assegura uma vaga na Copa Libertadores. Para o torcedor paranaense, porém, o caminho mais curto à competição internacional (são no máximo 12 partidas, contra 38 do Brasileiro) ainda é mais uma fonte de preocupação do que de alegria (leia ao lado e abaixo o melhor e o pior do estado no torneio).

Este ano, são quatro os representantes do estado – Coritiba, Paraná, J. Malucelli e Atlético – que têm a missão de quebrar um tabu que perdura 20 anos: nunca um time paranaense chegou à final do torneio. Os três primeiros entram na briga a partir de hoje. O Furacão estreia dia 3 de março.

Os melhores resultados foram do Coritiba, que chegou às semifinais em 1991 e em 2001. Em ambas as ocasiões foi eliminado pelo Grêmio. É pouco, considerando que unidades da federação com (teoricamente) menor expressão no futebol nacional já terem chegado mais longe. O Ceará foi vice em 1994 e o Brasiliense, em 2002.

O segundo escalão do futebol paulista também aparece à frente da elite paranaense. Em 2004, o Santo André bateu o Flamengo e ficou com a taça. No ano seguinte, foi a vez do Paulista surpreender e ganhar o título sobre o Fluminense.

Com tal retrospecto (e tendo pela frente adversários de peso, como Internacional, Corinthians, Flamengo e Fluminense), o tom do discurso dos paranaenses é o lugar-comum: "manter os pés no chão e crescer durante a competição."

O Alviverde aposta na liderança do técnico Ivo Wortmann para levar o time à final inédita. "Foi ele quem nos levou à semifinal em 2001 e retornou ao Alto da Glória com o propósito de nos levar longe. É um campeonato com adversários fortíssimos e, mesmo sendo o ano do nosso centenário, é difícil prometer qualquer coisa ao torcedor", afirma o diretor de futebol, Homero Halila.

Já a pretensão do Paraná é melhorar o feito do ano passado, quando foi eliminado pelo Internacional nas oitavas-de-final. "Queremos a final, para recolocar o clube em seu devido lugar no cenário nacional", diz o diretor de futebol, Márcio Vilella. Para tanto, novos atletas devem aportar na Vila Capanema para reforçar a equipe.

Apagar o fraco desempenho em 2008, quando foi eliminado, na Arena, pelo Corinthians-AL, é a meta atleticana. "Não podemos ser mais eliminados por times de menor expressão. Queremos quebrar esse tabu para o estado, assim como fizemos com a Copa São Paulo", avisa o presidente Marcos Malucelli, referindo-se ao vice-campeonato na competição sub-18, realizada em janeiro.

Para o J. Malucelli, o jogo contra o Guarani é a oportunidade de lucrar. "Queremos passar para o segundo jogo, quando vamos poder estrear como Corinthians Paranaense", confia o presidente do clube, Joel Malucelli. A mudança é resultado da parceria com o Timão, que ainda depende do recebimento da documentação por parte da CBF para ser efetivada.

Caso o time surpreenda e siga à segunda fase, em que provavelmente enfrentaria o Internacional, o dirigente já tem outra ideia para arrecadar: mandar o jogo em Cascavel, onde a torcida do Colorado é mais expressiva que na capital paranaense.

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