Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Testemunho

“Pensei até que sofreria um infarto”, diz paranista

Gérson agradeceu aos céus o veto da Fifa à realização de jogos internacionais em cidades situadas a mais de 2.500 metros acima do nível do mar. O meia foi quem mais sentiu os efeitos do soroche na excursão do Paraná à boliviana Potosí, localizada a 4.070 metros de altitude, em abril. Sufocado pelo ar rarefeito, o Tricolor perdeu por 3 a 1 para um time fraco tecnicamente. E Gérson, sem fôlego e com tontura, saiu no meio do segundo tempo auxiliado por um tubo de oxigênio. Enquanto agüentou correr, o camisa 8 marcou o gol paranista.

"Se dependesse de mim, nunca mais voltaria a jogar na altitude. Já no aquecimento eu senti tontura, ânsia de vômito e queimação. Pensei até que sofreria um infarto. Pedi a Deus para ter força e poder jogar", revela o armador, que com a substituição de Zetti por Pintado perdeu o lugar no time titular.

A sensação ruim que até hoje atormenta Gérson é compartilhada por outros jogadores que tiveram de subir a montanha para jogar bola, como o são-paulino Dagoberto. Em 2002, Após o jogo do Atlético contra o Bolívar, em La Paz, pela Libertadores, o atacante disse que "saiu de campo com a sensação de ter carregado o Bolinha (massagista do Rubro-Negro um tanto quanto fora do peso ideal) nas costas". Detalhe: o Furacão, que terminou o primeiro tempo vencendo por 5 a 1, sentiu a fúria da altitude e deixou "La Academia" empatar no fim da partida.

"Foi bem difícil porque vem muito pouco ar. A cabeça pede para você fazer uma coisa, só que a perna não obedece. Achei a atitude da Fifa inteligente", afirma Dagoberto. "Isso sem contar o frio. Parecia que o meu pulmão iria congelar", acrescenta o zagueiro Daniel Marques, que também participou da derrota em Potosí. (CEV)

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.