O presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Pequim 2008 (BOCOG), Liu Qi, prometeu nesta quinta que as televisões estrangeiras que cubrirem as competições olímpicas terão total liberdade para filmar e transmitir, independentemente das barreiras atuais.

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"Não haverá restrições ao exportar material filmado e produzido sobre as Olimpíadas pelos meios de comunicação na China", prometeu o principal responsável pela organização dos Jogos de Pequim 2008 em discurso.

Liu Qi, que era prefeito de Pequim quando a capital foi escolhida como sede dos Jogos, destacou que as redes poderão filmar imagens externas para que sejam usadas como complemento.

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Atualmente, as televisões estrangeiras precisam de permissão oficial para gravar imagens externas. Na prática, essa autorização não costuma ser solicitada.

O regime comunista da China ainda impõe uma rígida censura aos meios de comunicação. Embora seja mais perceptível na mídia nacional, as restrições também atingem estrangeiros, por exemplo, no bloqueio da internet, correio eletrônico e outras fontes de informação dos jornalistas de outro países.

Em várias ocasiões foram interrompidas as transmissões da BBC, da CNN e de outras televisões estrangeiras com sinal no território chinês. Os cortes acontecem sobretudo quando falam de temas polêmicos para o Governo central de Pequim (Falun Gong, direitos humanos, etc).

Liu Qi disse também que não haverá restrições à entrada de equipes de trabalhadores da imprensa estrangeira em território nacional. De acordo com a organização, eles receberão vistos de entrada múltipla durante um mês (pouco mais que a duração dos Jogos Olímpicos, de quase três semanas).