Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Brasileiro

‘Pobres’ derrubam tese coxa

Apesar de justificar a campanha ruim pela desigualdade financeira em relação aos grandes, Alviverde também está abaixo de times com mesma receita ou inferior

Roberto, Lincoln e Éverton Ribeiro desembarcam em Curitiba após o empate com o Vasco | Felipe Rosa/ Gazeta do Povo
Roberto, Lincoln e Éverton Ribeiro desembarcam em Curitiba após o empate com o Vasco (Foto: Felipe Rosa/ Gazeta do Povo)

Um argumento recorrente no discurso da diretoria coxa-branca para justificar a campanha ruim no Brasileiro – hoje é o 16.º lugar – é a dife­­rença de faturamento para os gigantes do futebol brasileiro, como Corinthians e Flamengo. Os dois juntos, por exemplo, recebem R$ 168 milhões de direitos de transmissão da televisão, enquanto o Coritiba ganha R$ 29 milhões. O problema é que o desempenho alviverde não atesta a validade da tese. Na atual edição do torneio, o campeão paranaense está abaixo também de equipes cujo poder aquisitivo é igual ou até menor do que o dele.

A Portuguesa, atual 11.º lugar, é um exemplo disso. Apesar de receber os mesmos R$ 29 milhões, a equipe paulista tem menos potencial para arrecadar dinheiro com bilheteria ou outros produtos. Já em relação ao Náutico (12.º) e a Ponte Preta (13.º) a situação é ainda pior, já que estas equipes nem sequer fazem parte do Clube dos 13, o grupo que reúne os mais endinheirados do país.

O presidente do Coxa, Vil­­­­son Ribeiro de Andrade, mantém-se fiel ao discurso. Para ele, os "primos pobres" só têm chance de aparecer quando os mais afortunados dão mole. Como fez o Alviverde, ao desperdiçar pontos enquanto se dividia entre o Nacional e a Copa do Brasil e por causa das constantes lesões. "É circunstancial, uma bes­­teira, uma bobagem. Quan­­tas ve­­zes o Náutico e a Ponte Pre­­­­ta foram campeões do Brasil?", alfinetou.

Já o técnico Marcelo Oli­­vei­­ra, que ontem desembarcou em Curitiba com o time, após o empate no fim do jogo com o Vasco, por 2 a 2, se negou a aprofundar a discussão. Ele reforçou o coro do dirigente, lembrando as ausências por lesões e o calendário extenso do futebol paranaense – o Atlético-MG, por exemplo, tem hoje quase 20 jogos a menos do que o Coritiba.

Concordou ainda que o elenco facilitou a vida dos concorrentes menos abastados financeiramente. Os erros têm aparecido em quantidade maior do que os reais que entram nos cofres do Alto da Glória. "Falhamos, perdemos chances, tomamos gols em desatenções que po­­deriam ser evitadas. No próprio jogo do Vasco isso aconteceu. Temos de corrigir, ter uma maior concentração e buscar a posição que o Coritiba puder chegar", opinou o comandante coxa-branca.

O time terá amanhã, às 16 horas, contra o Cruzeiro, mais uma oportunidade de diminuir esses erros, que o levaram a ter a defesa mais vazada do campeonato, com dois gols sofridos por jogo. A esperança do comandante é que o 2 a 2 com o Vasco, no Rio, sirva como incentivo para que retornem as vitórias em casa.

"Este empate fora pode nos dar um novo alento sim para jogarmos melhor e também ter um apoio maior da torcida", afirmou Oliveira.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.