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Copa 2014

Por gols, Fifa ameaça acabar com a prorrogação

Joseph Blatter: falta de gols ameaça até a tranquilidade financeira da Fifa | Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
Joseph Blatter: falta de gols ameaça até a tranquilidade financeira da Fifa (Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil)

Genebra - A Copa do Mundo no Brasil, em 2014, pode ser bem diferente do que os torcedores estão acostumados a ver. A Fifa quer promover uma mudança radical no torneio para acabar com empates e aumentar a média de gols. Reintroduzir a morte súbita e até abandonar a ideia da prorrogação são algumas das possibilidades. A informação é do presidente da entidade, Jo­­seph Blatter, que se queixou do comportamento de algumas equipes no Mundial da África do Sul, entrando em campo apenas para não perder.

Na entidade, a preocupação é de que a Copa foi marcada pe­­la monotonia em muitos jogos, podendo afetar até mesmo a arrecadação de recursos com pa­­trocinadores e direitos de transmissão.

Após o Mundial, patrocinadores deixaram a Fifa saber que não poderão pagar cada vez mais para bancar o evento se um formato mais "dinâmico" não for encontrado para a Co­­pa. Na África do Sul, 10% dos jogos terminaram sem gols – um recorde. Além disso, o Mun­­dial teve o pior índice de gols da história e jogos que foram marcados pela hesitação de seleções em atacar. Para a audiência e imagem de empresas, há o risco de que especialmente a primeira fase não atraia a atenção suficiente de torcedores.

"Nos primeiros jogos da primeira fase na África do Sul, vi­­mos equipes que não queriam perder, que buscavam o empate. É um tema que eu colocarei em discussão nas próximas reuniões das comissões técnicas e de futebol", afirmou Blatter. "É preciso encontrar soluções pa­­ra movimentar os jogos nesse tipo de torneio, para que as equipes joguem para vencer", explicou.

Na Fifa, especialistas no de­­senvolvimento do futebol revelaram que uma das opções é o uso de disputas de pênaltis já na primeira fase para determinar ven­­cedores. Assim, não haveria mais empate em nenhum jogo da Copa. Blatter admitiu que uma das alternativas é acabar com a prorrogação. "Passar diretamente à dis­­pu­­ta nos pênaltis e adotar de novo o gol de ouro (morte súbita) são as opções. Vamos ver", afirmou.

Nem todos na Fifa estão de acordo. No relatório técnico apresentado pela entidade sobre a Copa há uma semana, ficou claro que al­­guns dos momentos mais emocionantes do torneio ocorreram na prorrogação. A própria Espanha sagrou-se campeã no tempo extra.

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