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Copa do Brasil

Por vaga na final, Alviverde aposta no craque do time

René Simões exalta Marcelinho Paraíba, jogador que tem sido decisivo para o Coritiba. Em 18 jogos, astro coxa-branca anotou 13 gols

Marcelinho Paraíba deve travar com Guiñazu um duelo que provavelmente ditará o ritmo do jogo no Alto da Glória | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
Marcelinho Paraíba deve travar com Guiñazu um duelo que provavelmente ditará o ritmo do jogo no Alto da Glória (Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo)

A classificação do Coritiba à final da Copa do Brasil passará, necessariamente, pelos pés de Marcelinho Paraíba. Seja pelos números, a atitude dentro de campo ou os discursos na véspera do jogo de volta da semifinal, contra o Internacional, às 21h50, no Couto Pereira, é no capitão alviverde que está depositada toda a confiança do torcedor para que o Coxa consiga chegar à inédita final do torneio. Para isso, precisa vencer por 2 a 0 ou diferença de três gols.

"Não é à toa, pois ele faz toda a diferença", afirma René Simões, que justifica: "O Marcelinho jogaria em qualquer equipe brasileira. Faz a diferença como Taison no Inter, o Ronaldo no Corinthians e o Adriano no Flamengo."

A declaração do técnico é fácil de confirmar. Se as estatísticas ganhassem jogo, o Coritiba ao menos já começaria o confronto de hoje vencendo por 1 a 0. Nas últimas nove partidas em que o camisa 9 do Alviverde esteve em campo, fez nove gols, uma média de um por partida.

No total, 18 jogos e 13 tentos. Mas a dependência que o Coritiba tem do jogador é ainda melhor retratada no desempenho no Brasileirão. Enquanto no campeonato de pontos corridos o Coxa é lanterna, o jogador é o goleador.

"Estou num grande momento, fazendo gols, e muito confiante", afirma o atleta que parece não se incomodar com a pressão. "Não mexe comigo, não. Estou tranquilo. Assumo a responsabilidade. Claro que não jogo sozinho, somos 11, mas no que depender de mim não vai faltar vontade."

Mas se isso não é novidade para ninguém, tampouco para Tite e o Internacional. Por isso, o jogador já espera um duelo com o incansável Guiñazu. O confronto entre os dois atletas foi adiado pela suspensão de ambos da partida de ida, na capital gaúcha. De hoje não passa. Não é exagero dizer que a sobreposição individual desse enfrentamento poderá se transformar em coletiva. Marcelinho Paraíba sabe disso.

Simples fora de campo, de fala mansa e às vezes até acanhado, dentro das quatro linhas o jogador tem tanto os pés como a língua bem afiadas.

"É um grande jogador, está em grande fase, marca bem. Mas ele vai ter de se preocupar com o Marcelinho também", afirma o jogador, sem citar o nome do argentino Guiñazu, porém fazendo questão de esclarecer que a superioridade do Colorado ficou em Porto Alegre.

"Estamos com um astral muito bom. Independentemente de qualquer coisa, viemos com moral da primeira partida, pois, apesar da derrota, deu para ver que dará para reverter esse resultado", comenta, confiante.

Grande parte da estratégia de René e do Coxa para que isso aconteça estará no posicionamento do jogador. Um dos grandes problemas encontrados pelo Alviverde nos últimos jogos é não conseguir manter o placar quando o time sai na frente. Daí, o Coxa recua e a bola não fica no ataque: bate e volta, sobrecarregando a defesa.

"É só ver o exemplo do jogo contra o Inter, não há defesa que aguente quando isso acontece. Já com o Marcelinho a coisa é diferente", admite René.

Ao vivo

Coritiba x Internacional, às 21h50, na RPC TV, ESPN, SporTV 2 e no tempo real aqui na Gazeta do Povo Online.

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Em Curitiba

Coritiba

Vanderlei; Cleiton, Pereira (Vicente) e Felipe; Márcio Gabriel, Rodrigo Mancha, Leandro Donizete, Marcelinho Paraíba e Carlinhos Paraíba; Marcos Aurélio e Ariel (Pedro Ken).

Técnico: René Simões

Internacional

Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Marcelo Cordeiro; Sandro, Magrão, Guiñazu e D’Alessandro; Taison e Alecsandro

Técnico: Tite

Estádio: Couto Pereira. Horário: 21h50. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG). Auxs.: Ednílson Corona (SP) e Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa/RJ)

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