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Brasileiro

Pressão caseira

Com um aproveitamento de 41,6% em casa, onde não vence desde 17 de agosto, Atlético recebe hoje o Fluminense. Gramado ruim e ansiedade são os vilões na Baixada

Atlético vive jejum de resultados positivos na Arena da Baixada | Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo
Atlético vive jejum de resultados positivos na Arena da Baixada (Foto: Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)

Vencer em casa é obrigação. Ga­­nhar diante da torcida, quando se está na zona de rebaixamento, se torna necessidade. Com essa pressão, o Atlético encara o duelo das 18 ho­­ras, na Arena, ante o Fluminense.

São cinco jogos, quatro pelo Brasileiro e um pela Sul-Americana, sem vitórias como mandante. Nes­­te Nacional, o desempenho na Baixada serve para explicar a atual situação do clube – apenas o 18.º colocado na tabela.

Até agora foram três triunfos, seis empates e três derrotas. Um aproveitamento de 41,6% – melhor apenas que Avaí (27%) e América (35%). O Ceará, primeiro time fora da ZR, tem 58%.

A última vez que os atleticanos saíram sorridentes do estádio foi há mais de um mês, no dia 17 de agosto, quando o Furacão superou o Cruzeiro por 2 a 1.

Mas por que o time não tem conseguido vencer na Arena? O gramado, muito ruim nesta temporada, já foi apontado pelo atacante Guerrón como um dos motivos. Outro seria a própria situação claudicante do time no campeonato.

"Às vezes eu acho que a ansiedade atrapalha um pouco. Nós buscamos o resultado, não sai o gol, ficamos mal e acabamos nos atropelando mesmo. Se tivermos um pouco mais de tranquilidade e a torcida ajudar, vamos conseguir o resultado", confia o goleiro Renan Rocha.

A falta de calma dos jogadores não é por acaso. Tendo ficado apenas uma rodada fora da ZR, a cada jogo os rubro-negros veem mais de perto a Segunda Divisão. Uma pressão que afeta até a vida particular dos atletas, como desabafou ontem o meia Cléber Santana, que retorna de suspensão no duelo de hoje.

"Nós, jogadores, sentimos muito, conversamos no dia a dia isso. Não podemos sair com a família, não podemos fazer nada porque olham meio que de lado, desconfiam do nosso futebol", diz o armador, que deve deixar o lateral Héracles no banco, com Marcelo Oliveira sendo deslocado para a lateral esquerda. Gustavo, suspenso, e Edilson, com dores no joelho, dão lugar a Rafael Santos e Wagner Diniz, respectivamente.

Para recuperar a credibilidade perdida com a torcida, a vitória hoje contra o Fluminense e na sequência contra o Internacional, também na Arena, são tidas como fundamentais. "Temos de pontuar o mais rápido possível porque destes 13 jogos restantes temos de ganhar oito", avisa Santana.

Caso consiga este objetivo o Atlé­­tico chegará a 47 pontos, marca apontada pelo matemático Tristão García – do site Infobola – como ideal para o time manter-se na elite.

Já o técnico Antônio Lopes aposta que com 45 o ano acaba bem para os rubro-negros. "Nós temos 39 pontos para disputar. Estamos com 23. Se fizermos mais 22 estaremos tranquilos. E é isso que temos de mostrar para a rapaziada. Estamos dentro, só depende da gente", avisa.

"É só concluir as situações límpidas de gols que surgirem", segue o comandante. Como mais sete jo­­gos, contando com o de hoje, serão na Arena, 21 pontos podem ser conseguidos se o fator casa voltar a fazer a diferença.

Ao vivo

Atlético x Fluminense, às 18 horas, no tempo real da Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br/esportes).

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