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Leonardo Mendes Jr.

Realidade tricolor

Há duas semanas, quando esteve no estúdio da rádio 98 FM para uma entrevista, Ricardinho mencionou três exigências básicas que fez para assumir o Paraná:

1) A contratação de um diretor de futebol profissional, para permitir a ele apenas treinar o time;

2) A utilização da Vila Olímpica para treinos, deixando a Vila Capanema somente para jogos;

3) Esforço máximo para manter o salário em dia.

Para um clube em que o treinador precisa fazer exigências básicas no início da temporada, encerrar a Série B sem correr em momento algum risco real de rebaixamento é uma vitória. Este é o cenário que deve balizar qualquer avaliação do trabalho tricolor em 2012. É lógico que a campanha durante boa parte do primeiro turno elevou as expectativas. A sinergia entre Ricardinho e o elenco, o encaixe imediato de Lúcio Flávio, a regência de Fernandinho, o surgimento de Luisinho e Alex Alves, tudo isso levou a crer que era possível subir já neste ano.

A realidade paranista, porém, não é essa. Muito menos a do time mal escalado e mamulengo que perdeu para o Guaratinguetá. A realidade é a de vencer os mais fracos (Bragantino, CRB, Boa) e perder para os mais fortes (Goiás, Criciúma, Vitória, Atlético), em um ritmo que naturalmente o acomode no meio da tabela.

A partida contra o Barueri deve ser vista como um jogo em que a vitória é obrigatória para aproximar o Paraná de um fim de disputa tranquilo. Não deve ser vista como pretexto para vender ilusões ao torcedor. E quanto antes o Paraná afastar qualquer risco matemático de queda, mais condições terá de antecipar o planejamento para 2013. Este, sim, um ano em que o Tricolor pode elevar suas ambições.

Confronto direto

A partida contra o Goiás, no Serra Dourada, é ideal para carimbar a boa fase do Atlético. Confronto direto diante do único mandante invicto da Série B. Mesmo um empate no Serra Dourada já será ótimo. A partida colocará frente a frente duas equipes muito semelhantes, com meias abertos que apoiam com o auxílio de laterais ofensivos, especialmente pela esquerda. A diferença está pelo meio. Elias é um típico meia de criação, enquanto Ramón usa a força física para chegar à area; Marcão é um típico centroavante, Iarley usa a experiência para encontrar atalhos na defesa inimiga. Em uma cenário tão parelho, a diferença pode ser João Paulo, um armador que o Goiás não tem.

Tiro rápido

R$ 3 mil por jogo e um orçamento superior a R$ 200 mil para a competição. Com clubes em campo com essa bala na agulha, a Suburbana pode ser chamada de tudo, menos futebol amador.

Com o ritmo de adiamentos, não demora a algum vereador sugerir que a votação dos novos critérios para uso do potencial construtivo da Arena fique para depois da eleição. Muito conveniente para os parlamentares, sempre mais preocupados em não perder a boquinha do que em acelerar os debates necessários.

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