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Longboard

Sabrina Olas e mais quatro paranaenses nas águas de Ubatuba

Equipe paranaense embarca na próxima semana para a disputa do Circuito Petrobras de Surfe Feminino

 | Divulgação
(Foto: Divulgação)

Cinco mulheres paranaenses fazem parte da equipe de longboarders que viaja no próximo dia 5 de setembro para a cidade de Ubatuba, Litoral paulista, para disputar duas das três etapas do Circuito Petrobras de Surfe Feminino. Sabrina Olas, Thiara Mandelli, Neide Afonso, Fernanda Daitchman e Bárbara Sieno levantam a bandeira do estado na única competição de surfe do país exclusivamente para mulheres.

O circuito será realizado a partir de 7 de setembro na Praia Grande e cerca de 150 atletas estarão divididas nas categorias Profissional, Longboard, Open, Júnior, Mirim e Grommets. Atual quarta colocada no ranking brasileiro de Longboard (com 1340 pontos), Sabrina Olas viaja confiante em um bom resultado. "Atualmente estou na quarta colocação, estou treinando bastante e pretendo subir ainda mais no ranking. Na próxima etapa as condições são favoráveis à prática do longboard e parecidas com as que eu treino aqui na Ilha do Mel".

Melhor paranaense no ranking, Sabrina nasceu em Campo Mourão, no Noroeste do estado, mora em Curitiba desde os sete anos e treina constantemente na Ilha do Mel, no Litoral paranaense. Vice-campeã brasileira em 2005, bicampeã paranaense 2005 /2006 e 3.ª colocada no Circuito Profissional Brasileiro 2006, a atleta sabe que vai encontrar adversárias de grande nível. "Acho que a adversária mais difícil será Karina Abras (SC), que é a atual líder e tricampeã brasileira. Mas também temos Cris Pires a Maina Tompson".

Única paranaense nas disputas do Circuito Mundial, Sabrina se considera uma privilegiada em ter algum apoio financeiro, em meio a tantas atletas que sofrem para se manter no esporte. "Sou uma das poucas no mundo que têm o incentivo de um órgão publico. Por meio da Lei de Incentivo ao Esporte da prefeitura de Curitiba eu consigo me manter. Curitiba é exemplo de apoio aos esportistas. Fora isso, não tenho patrocínio que me possibilite viver do esporte, a não ser as empresas que fornecem materiais esportivos e acessórios".

A falta de recurso sempre foi o grande empecilho dos atletas que não estão com freqüência na mídia. "Estamos sempre numa procura incessante. A uma batalha é longa e tentamos fazer com que isso mude em nível mundial. Mesmo assim, apesar do pouco patrocínio, estamos indo para Ubatuba para brigar na raça por títulos".

Sucesso de conterrâneos melhora condição de "desconhecidos"

O sucesso que os surfistas paranaenses Peterson Rosa e Jihad Khodr alcançaram pelo mundo no surfe podem abrir as portas para novos atletas. "Acredito que o Paraná seja um berço de grandes atletas do surfe. Temos potencial de ondas, locais para treinar e uma federação que apóia os atletas". "Por eles (Jihad e Peterson) estarem em destaque, as coisas melhoram um pouco para nós".

Brigando para entrar na história

A briga pessoal de Sabrina Olas é para marcar seu nome na história do esporte no Paraná. Sem grandes ícones do surfe feminino, a atleta de 27 anos tenta ganhar seu espaço. "Não lembro de nenhuma mulher que tenha tido tanto destaque e estou brigando por isso. Mas já temos algumas crianças como a Bruna Schimidt e a Natalie Martins que já são grandes nomes".

As demais paranaenses que viajam para São Paulo também têm chance de brigar pelas primeiras posições no ranking nacional. "Apesar do pouco tempo de surfe, elas têm bom nível técnico e estão treinando bastante e disputando de igual para igual. A maioria disputa boas posições no ranking e todas têm chances de conquistar o título". Thiara Mandelli é a segunda paranaense no ranking nacional ocupando a 6.ª colocação.

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