
Um satisfeito Luiz Felipe Scolari chegou à sala de imprensa com uma folha de papel em mãos para a coletiva após a vitória sobre o Uruguai, quarta (22), no Mineirão. Era uma lista com as estatísticas da partida. Números lidos pelo treinador, como de 64% a 36% de posse de bola a favor do Brasil, 425 passes do escrete nacional e apenas 250 da Celeste. Mas Felipão se apegou fortemente a um dado mais específico.
"Agora, o mais importante", avisou o treinador. "Faltas! Vou repetir: faltas! 14 [na verdade, foram 12] do Brasil e 24 do Uruguai", anunciou Felipão, que depois criticou quem disse que a seleção brasileira cometia muitas infrações nos jogos. "E não estou voltando a ser ignorante, viu?", destacou.
A equipe brasileira entrou em campo na semifinal com o título de mais faltosa da competição. Foram 67 nos primeiros três jogos quando venceu Japão, México e Itália. Na véspera, a seleção ainda precisou ouvir do capitão uruguaio Lugano famoso por sua marcação forte e às vezes violenta , que o "Brasil bate com vontade e que Neymar simula muitas faltas." Declaração que azedou o clima entre os rivais sul-americanos.
Satisfeito com o jogo mais limpo dos seus comandados, Felipão ressaltou a maturidade da Celeste. "A principal diferença foi a experiência que o Uruguai já tem. É uma equipe pronta, jogando junto há tempo. E está em melhor situação do que nós. Mas a nossa vontade foi fantástica", elogiou. "Só ganhamos porque esses jogadores foram determinados, correram muito, às vezes para o lado errado, mas fizeram grande esforço", exaltou o técnico.
Felipão também agradeceu o apoio da torcida, que superou as expectativas da equipe. O time saíra vaiado do Mineirão, em abril, durante amistoso com o Chile, que terminou empatado por 2 a 2. E já aproveitou para convocar o público para a final no Maracanã.
Com a eliminação na Copa das Confederações, o foco do Uruguai se voltou totalmente para as Eliminatórias, onde a equipe luta por vaga no Mundial de 2014 a Celeste, hoje na repescagem, jogará dia 8/9 , fora de casa, contra o Peru. A disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do jogo de hoje entre Espanha e Itália, foi praticamente esquecida. (ALM)



