
Depois do seu décimo jogo neste Campeonato Brasileiro, o líder Botafogo ainda não sentiu o sabor amargo da derrota. Por conta disso, segue vencendo na competição e coube ao Atlético Paranaense, desfalcado de seu principal jogador, "pagar o pato" nesta rodada. O placar de 2 a 0 sintetizou a ausência ofensiva do Furacão, e a força coletiva e individual do Fogão.
Sem Alex Mineiro, Antônio Lopes apostou na referência de Pedro Oldoni e na velocidade de Dinei. No primeiro tempo, a tática do treinador atleticano, somada a presença de Kaio no setor de criação, ainda deu algum trabalho à defesa do Alvinegro carioca. Mas a maior qualidade individual e coletiva do Fogão fez com que o time largasse na frente.
No segundo tempo, ainda tentando manter o equilíbrio inicial, o treinador rubro-negro fez algumas modificações, mas a equipe, ao invés de melhorar, piorou dentro de campo, dando ainda mais espaços ao Botafogo. Como resultado, os comandados de Cuca fizeram o segundo, e perderam outras chances para golear.
Resta ao Atlético buscar os três pontos no Rio de Janeiro na próxima quinta-feira (12), quando o Furacão enfrenta o Vasco em São Januário. Já o Fogão coloca a sua invencibilidade a prova mais uma vez, diante do Santos, na Vila Belmiro.
Armas individuais de Cuca fazem a diferença no Botafogo
Quando a bola rolou dentro de campo no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, a maciça torcida do Botafogo presente nas arquibancadas empurrou a equipe mandante, mas o Atlético, bem postado em todos os setores, equilibrava as ações nos primeiros movimentos de jogo.
Porém, a iniciativa sempre partia do time carioca, que dava trabalho ao goleiro Guilherme. Em seguida, o Furacão tratava de responder, ou pelo menos tentar, deixando a partida aberta. E quando uma partida está muito parelha, o talento e qualidade individual acabam fazendo a diferença.
Em jogada pela direita, Zé Roberto passou pela marcação individual de Alex e cruzou em direção ao atacante Dodô. Marcado por Danilo, o jogador acabou deixando a bola passar para quem vinha de trás, e o companheiro Lúcio Flávio, livre, não perdeu a chance de deixar a sua marca.
Eram passados 19 minutos de jogo, e a partir daí o equilíbrio deixou de ser uma tônica, com os atleticanos procurando criar, de forma sofrível, chances para o empate, e o Fogão atuando nos contra-ataques, sempre com muito perigo ao goleiro Guilherme, que esteve bem na partida e fez o que pôde.
Alterações pioram Furacão e derrota é consumada
Na tentativa de empatar, Antônio Lopes promoveu a estréia do atacante Marcelo Macedo, contratado junto ao Madureira. Artilheiro do Campeonato Carioca neste ano, o jogador praticamente não apareceu em campo, mas na sua única chance, arrematou com perigo, para ótima defesa de Júlio César.
Entretanto, a falta de referência com a saída de Pedro Oldoni enfraqueceu o já agonizante setor ofensivo do Furacão. Assim, sem ter de se preocupar muito em se defender, o Botafogo fez o que sabe melhor: atacar o adversário. Outra modificação de Lopes, a entrada de Cristian no lugar de Alex, deu ainda mais espaço para o Alvinegro.
A conseqüência foi o segundo gol da partida, assinalado por Joilson. A situação do Rubro-Negro, que já era complicada, ficou praticamente irreversível depois disso. Correria e entrega não faltou. O que faltou mesmo foi qualidade para ter melhor sorte no jogo.
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