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Copa do Brasil

Sob pressão, Édson Bastos prega inteligência

Goleiro não poderá relaxar nem mesmo se o Coxa abrir dois gols de vantagem para o Vasco na decisão . “Temos de ser inteligentes: atacar, mas não descuidar lá trás”, diz camisa 1

Édson Bastos acredita na recuperação após a falha na decisão da Copa do Brasil | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Édson Bastos acredita na recuperação após a falha na decisão da Copa do Brasil (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)

Ninguém sofrerá pressão maior do que Édson Bastos, hoje, no Couto Pereira. Nas mãos do experiente goleiro de 31 anos está ca­­nalizada boa parte da responsabilidade de satisfazer uma torcida sedenta por um título de expressão. A proximidade da inédita conquista da Copa do Brasil fará de cada um dos 90 minutos vividos pelo arqueiro do Coritiba os mais importantes – e mais tensos – de sua carreira.

Não importa o momento da partida. Seja com o placar eletrônico apontando para um empate, mostrando uma derrota ou mesmo assinalando uma vitória coxa-branca, Bastos não poderá perder o foco em nenhum segundo se­­quer. A desvantagem causada pelo resultado do jogo de ida (1 a 0 para o Vasco), fará com que a atuação dele se transforme em um ponto crucial para o desfecho do torneio. Mesmo que o Alviverde abra 2 a 0, um gol vascaíno ainda acabaria com o sonho do título.

"Responsabilidade há em todos os jogos. Em todos você é obri­­­gado a vencer. Sabemos que se to­­marmos um gol as coisas vão di­fi­cultar, então temos de ser inteligentes: atacar, mas não descuidar lá atrás", declarou o camisa 1, um dia antes do jogo mais importante da carreira, preocupado com as jogadas de contragolpe do time carioca.

Se o goleiro for vazado uma vez, o Coritiba precisará marcar três gols para levantar a taça. Com dois gols contrários, seria preciso fazer o dobro, quatro, para pode comemorar. Com um triunfo pelo placar mínimo, Édson Bastos chegaria ao auge da tensão: decisão por pênaltis.

O peso da responsabilidade é amenizado pela confiança do técnico Marcelo Oliveira. "O Édson é um jogador muito imporante, que passa experiência, competência, confiança", destacou o treinador.

O arqueiro, que tem treinado para defender penalidades desde o início da Copa do Brasil, acredita que o confronto de hoje pode finalmente tirar da cabeça o momento que mais marcou de forma negativa sua passagem pelo Alviverde, o rebaixamento no Brasileiro.

"Naquele dia [6 de dezembro de 2009] vimos os torcedores chorarem de tristeza. Agora espero que seja um sentimento totalmente contrário, um choro de alegria. Temos a possibilidade de apagar aquele trágico ano", apontou Bastos, desde 2007 no Alto da Glória. "Todos passamos por situações até mais difíceis do que aquela. Esse é mais um obstáculo que temos de superar", fechou o ar­­queiro, que a cada lance de perigo con­­tra sua meta terá mais de 30 mil torcedores defendendo junto dele.

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