Amanda Rossi foi encontrada morta dentro do campus da Unopar| Foto: Roberto Custódio/JL

Tantas foram as confusões envolvendo Atlético e Grêmio que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) prefere analisar com mais calma os fatos para tomar alguma medida. Sob os cuidados do procurador Marcelo Jucá, o tribunal deve indicar quais os possíveis desdobramentos sobre o caso somente na segunda-feira.

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Porém, é quase certo que a denúncia será feita. Como os desentendimentos foram provocados por fatos no âmbito do esporte, o tribunal tem total competência para julgar. "Ainda não foi possível analisar tudo, acompanhei basicamente pela imprensa. Espero até o fim de semana ter mais subsídios para saber que caminho tomar", disse o procurador.

Denúncia e investigações feitas, as punições também podem acontecer. Alcançando, inclusive, os clubes. No caso do Atlético, por exemplo, há a possibilidade do enquadramento no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que corresponde a "deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desportos". A pena prevê multa de R$ 10 mil a R$ 200 mil e perda do mando de campo de uma a dez partidas.

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"Tem muito artigo do CBJD nisso tudo. Agressão física, ofensa moral etc. É um trabalho muito complicado, temos que analisar tudo e separar quem fez exatamente o que. Por isso vai levar algum tempo", comentou Jucá.

Por enquanto, ele está juntando informações e já requisitou através do tribunal todos os vídeos que mostram a confusão na sala de imprensa da Arena, assim como no Aeroporto Afonso Pena. Além disso, as delegacias de Curitiba (onde Eduardo Costa, Tcheco e Claiton se apresentaram) e de São José dos Pinhais (município onde fica o aeroporto) também contribuirão com o STJD.

Na chegada a Porto Alegre, ontem, o Grêmio avisou que vai pedir que a CBF investigue a Arena da Baixada – "por não se mostrar um lugar seguro".