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Paranaense

Técnico do primeiro título tricolor, Otacílio Gonçalves se diz muito triste

Para o treinador gaúcho, Paraná nasceu para ser gigante, mas não soube crescer

  • Carlos Eduardo Vicelli
Otacílio vê com pesar a derrocada do time que lhe deu tantas alegrias |
Otacílio vê com pesar a derrocada do time que lhe deu tantas alegrias
 
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A pergunta sobre a situação do Paraná no Estadual, seriamente ameaçado de rebaixamento, nem bem termina de ser formulada e é respondida de bate-pronto por Otacílio Gonçalves, o primeiro treinador a dar uma volta olímpica pelo Tricolor, no regional de 1991: “Sinto uma tristeza profunda”, afirma ele, com a voz baixa, entregando a angústia.

Gaúcho de Santa Maria, Otací­­lio, 70 anos, passou por Curitiba para rever velhos amigos. Veio junto com Cláudio Duarte, outro técnico veterano com passagem pela Vila Capanema – deixou o clube em posição confortável no Bra­­sileiro de 1997. “O Paraná nasceu para ser gigante, mas, ao que tudo indica, não soube crescer”, afirma Duarte, também gaúcho, fazendo referência aos 21 anos da união entre Colorado e Pinheiros.

Refugiado em Porto Alegre e acompanhando o mundo da bola apenas pelos canais de tevê a cabo depois que largou o posto de co­­mentarista da Rádio Guaíba, no ano passado, Otacílio até sabia da crise tricolor. Tinha noção de que o tempo das “vacas gordas”, quando o salário caía religiosamente a cada 15 dias na conta, era coisa do passado. Porém ao ser informado de que até com um princípio de greve o clube teve de conviver re­­centemente, Chapinha, como é conhecido, se entregou.

“É claro que estou triste. O Pa­­raná, em 91, foi o melhor lugar em que trabalhei. Saber de tudo isso é decepcionante”, conta ele, que venceu também pelo Tricolor o Brasileiro da Série B, em 1992 – “Que time aquele. Saulo, Adoílson, Balu...”, recorda – e o Paranaense de 1995.

Mesmo diante da dificuldade evidente para escapar da Segun­­dona local – o time de Ricardo Pinto precisa ganhar as três partidas que faltam e contar com derrotas de Paranavaí e Rio Branco –, a dupla acredita na salvação. Muito pela força da camisa, que eles conhecem como poucos.

“É a hora de mostrar para os caras [jogadores] que a questão é de emergência. Que todos juntos precisam salvar o Paraná. Ninguém quer ter um rebaixamento no currículo”, ensina Duarte, de 59 anos. “‘Vai lá e faz o teu melhor’. Era isso que eu diria para cada jogador na saída do vestiário”, diz Otacílio, emendando um novo conselho, desta vez direcionando para os cartolas da sede da Kennedy. “Antes de arrumar o time, tem de arrumar o clube”, fecha, recebendo a concordância do amigo Cláudio Duarte.

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