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Paranaense

Time de baixo custo cobra a conta no Paraná

Risco de rebaixamento é consequência do fraco desempenho no primeiro turno, quando o Tricolor somou apenas cinco pontos

Paulo Henrique, único jogador que participou de todos os jogos até agora: Paraná poderia ter obtido pontos em muitas derrotas | Hugo Harada / Gazeta do Povo
Paulo Henrique, único jogador que participou de todos os jogos até agora: Paraná poderia ter obtido pontos em muitas derrotas (Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

Virou consenso no Paraná: se o time tivesse feito um primeiro turno melhor, a situação no Esta­dual seria bem menos desesperadora. A três rodadas do fim do campeonato e amargando a penúltima colocação na classificação geral, o Tricolor sofre justamente por causa do fraco desempenho registrado na primeira metade do Para­­naense.

O time de baixo custo montado no início do ano e estrelado por jogadores desconhecidos rendeu apenas cinco pontos nas 11 primeiras rodadas: um aproveitamento de 15%. "Em muitas derrotas poderíamos ter conquistado pelo menos um ponto e isso nos ajudaria bastante agora", lamenta o lateral-direito Paulo Henrique, o único do elenco que participou de todas as partidas do Tricolor na competição.

O rendimento pífio motivou a demissão do técnico Roberto Cavalo e provocou um desmanche naquela equipe. Alan, Zé Paulo, Tito e Paulo Matos são alguns exemplos de jogadores que saíram do clube sem deixar saudades.

O volante Serginho, trazido no começo da temporada, chegou a figurar em duas listas de dispensas, mas resistiu. Ele espera, agora, apagar de vez a má impressão deixada no começo da temporada. "Eu não vim para entrar para a história como um jogador que caiu com o Paraná. Temos que conseguir as vitórias e, na dificuldade, precisamos crescer", afirma.

A chegada de Ricardo Pinto ao comando técnico trouxe melhoras à equipe: o desempenho do time subiu para 52%. Se o rendimento fosse este desde o início da competição, a equipe paranista teria 29 pontos, ocupando um confortável quinto lugar, sem brigar pelo título, mas bem longe do risco de cair para a Segunda Divisão local.

No entanto, a realidade é ou­­tra. Aos atletas que ficaram e aos que chegaram com o Estadual já em andamento restou tentar evitar a vergonha do rebaixamento. "Infelizmente o primeiro turno não foi como queríamos, mas já passou. Temos três guerras pela frente e pretendemos conseguir os nove pontos para escapar desta zona incômoda", diz o lateral-es­­querdo Lima, lembrando dos próximos compromissos contra Iraty e Arapongas, em casa, e Cas­cavel, fora.

A necessária sequência de três vitórias foi obtida uma vez pelo Paraná neste ano, nas partidas contra Cascavel, Corinthians-PR e Rio Branco. "Vamos ter que repetir, pegar aquela motivação novamente e sair com as vitórias para a equipe não cair", ressalta o zagueiro Luciano Castán.

Interatividade:

Quais erros o Paraná cometeu para estar neste momento brigando para não ser rebai­­xa­­do no Campeonato Pa­­ra­­naense? Quem é o maior culpado?

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