A diretoria do Paraná foi ao Rio de Janeiro atrás de um significativo aporte financeiro para a disputa da Série B com início no dia 8 de maio. Cobrou dívidas de Flamengo e Vasco e ainda foi tratar do rateio das cotas de televisão. Voltou da viagem com a promessa dos devedores e decréscimo na receita pela transmissão dos jogos.
Na noite de segunda-feira, Aurival Correia e Márcio Villela, respectivamente presidente e vice do clube, tiveram uma conversa com José Hamilton Mandarino, vice-presidente vascaíno. A ideia era acertar as prestações em atraso da venda do atacante Rodrigo Pimpão, no início do ano.
"Eles prometeram que vão colocar em dia as duas parcelas em atraso agora no começo de abril", garante Correia. O dirigente não quis comentar o valor esperado. Porém, especula-se que o jogador deixou a Vila Capanema por R$ 1,7 milhão, em oito vezes.
Ontem à tarde foi a vez de dar um pulo na Gávea para tratar, ainda, da transferência do meia Éverton ao Rubro-Negro carioca, no ano passado. No acerto, o Flamengo emprestou Fabrício, Rômulo, Éder e Camacho ao Tricolor; e comprometeu-se a pagar os salários.
Mas não foi o que aconteceu. O Paraná acabou arcando com tudo e, naturalmente, agora exige o reembolso. E apesar de ter ouvido a mesma promessa outras vezes, acredita que desta vez será diferente. "Sei dos problemas financeiros, mas logo tudo estará resolvido", diz Aurival Correia. O dirigente, mais uma vez, optou por não confirmar, mas a dívida seria de R$ 380 mil.
A cobrança foi feita ao presidente interino do Mengo, Delair Dumbrosck, pois Márcio Braga está licenciado para tratar de problemas de saúde. Na conversa o Tricolor apresentou o que considera um ótimo argumento para, enfim, ver a cor da grana.
"Com a passagem pelo Paraná, eles conseguiram negociar o Fabrício (zagueiro) por 800 mil euros para o Hoffenheim, da Alemanha. Um dinheiro muito significativo", declara o presidente.
O crédito paranista com os clubes cariocas se torna ainda mais importante após a reviravolta na administração da Série B. Após reunião na noite de segunda-feira, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) chamou para si toda a organização da Segundona. Assim, sai de cena a FBA (Futebol Brasil Associados), até então responsável pelo assunto.
Com todos os contratos já assinados pelos clubes, o Paraná terá direito a R$ 600 mil. "Não era o que a gente gostaria (em 2008, a cota foi de R$ 620 mil). Mas é a CBF quem manda", comenta Correia.
Essa nova relação causou um certo receio na cúpula paranista. "A gente não sabe nem com quem falar na CBF. Imagine se o Paraná procurar o Ricardo Teixeira, ele nem atende. Teremos de abrir uma estrada enorme para chegar até ele", lamentou o dirigente.



