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Paraná

União de chapas não impede realização de bate-chapa na eleição do Tricolor

Grupo liderado por Aramis Tissot acerta composição com o atual presidente Aurival Correa, mas oposição confirma presença no pleito

Vice da atual gestão, Aquilino Romani (esq.) será candidato a presidente | Pedro Serápio/ Gazeta do Povo
Vice da atual gestão, Aquilino Romani (esq.) será candidato a presidente (Foto: Pedro Serápio/ Gazeta do Povo)

Está garantido. Mesmo com a fusão entre a chapa de Aramis Tissot e a situação, presidida por Aurival Correia, vai haver disputa eleitoral no Paraná no dia 11 de novembro. O atual 2.º vice-presidente, Aquilino Romani, candidato do recém- formado grupo Re­­volução Tricolor, enfrentará nas urnas o conselheiro José Alves Ma­­chado, do movimento Coração Pa­­ranista. O ex-presidente José Carlos de Miranda, do Alternativa Paraná Forte, não confirmou se disputará o pleito, mas garantiu que existem grandes chances de que seu grupo apoie Romani.

Com a oficialização da composição, Tissot concorrerá como 1.º vice-presidente e, em caso de vitória, também seria o responsável pelo futebol do clube, implantando o projeto de profissionalizar e mo­­dernizar o departamento. Já o atual vice financeiro, Waldomiro Gayer Neto, ficaria com a 2.ª vice-presidência.

"Para não haver uma debandada da diretoria, eu aceitei concorrer. Mas, para isso, coloquei que o Aurival permanecesse na parte administrativa e financeira, assim como o Gayer Neto. E o Aramis com o futebol", revelou Romani, que há seis anos exerce cargos no Tricolor.

"O melhor seria não haver bate-chapa, mas um consenso para agruparmos todos paranistas", ressaltou, citando o importante aporte monetário que viria com a criação de um fundo de investimentos capitaneado pelo empresário Renato Trombini.

Já Tissot, que desistiu de concorrer à presidência para ter o controle do Departamento de Futebol, afirmou que a decisão será um marco na história do clube. "Poli­­ticamente, é a maior vitória que o Paraná alcançou nos últimos anos", disse, citando a anuência de todos os ex-presidentes do clube. "Se vencermos, vamos colocar em prática o nosso projeto de tratar o clube profissionalmente desde o primeiro momento. Vamos contratar alguém para ser o diretor de futebol remunerado. Será ele quem irá fazer as contratações do time e da comissão técnica. Tudo vai ser supervisionado, mas nós, amadores, temos de parar de ter essa função", apontou, fazendo questão de reforçar que a escolha do nome de consenso não foi articulada pelo professor Miranda.

Apesar de não apresentar um posição definitiva, Miranda confirmou a intenção de apoiar a nova chapa. Para ele, a opinião de seus seguidores, que será analisada na próxima semana, é o que emperra o anúncio. "Um cargo é coisa secundária. Vamos conversar com a nossa base para tomarmos uma decisão", contou, em meio a vários elogios a Aquilino Ro­­mani. "Entendemos que deve existir um consenso", completou José Domingos, demonstrando interesse na união das diferentes correntes tricolores.

Se o movimento Alternativa Paraná Forte desistir de concorrer, o Coração Paranista garante que haverá briga nas urnas. "Vai ter bate-chapa com certeza. Se tivessem me chamado para conversar uma semana atrás, seria diferente. Já aprontei várias camisetas e adesivos. Com que cara chegaria para quem me apoiou e diria que me iria me juntar ao outro grupo?", observou Machado.

"Uma disputa é salutar, é de­­mocrática. Não vai haver guerra. Somos todos amigos, pensamos no futuro do clube. Eles estão mais fortes agora, mas isso não quer dizer que eu não seja forte também".

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