
Em campo, o jogo histórico terminou com sabor amargo para a torcida do Atlético. Os donos da nova casa marcaram o gol inaugural da Arena padrão Fifa, com Marcelo, mas viram o Corinthians virar o placar e vencer o amistoso por 2 a 1.
A decepção agravou a crise técnica do Rubro-Negro. Foi a terceira derrota consecutiva, com enredo manjado. No Brasileiro, o Furacão também largou na frente diante de Cruzeiro e Internacional e tomou a virada.
Ainda enquanto a bola rolava, o técnico Miguel Ángel Portugal foi eleito o principal vilão. Nem mesmo a mudança praticamente total da escalação no intervalo só o lateral-esquerdo Olaza voltou para o segundo tempo serviu para amenizar o tratamento hostil oferecido pelo coro das arquibancadas ao treinador.
O comandante espanhol só não ouviu mais críticas e xingamentos por causa do afastamento providencial entre a arquibancada e o banco de reservas. Temendo a "interação" do público com jogadores e treinadores como ocorreu no teste contra o J. Malucelli a organização do evento interditou as quatro primeiras fileiras.
Os gritos de "fora, Portugal" e "Ei, Portugal, vai tomar..." começaram a ecoar a partir dos 28/2.º. Depois, sobrou para a diretoria, com o pedido por contratações. Os corintianos, por sua vez, aproveitaram para cantar "olé".
Na entrevista coletiva, o técnico reagiu com ironia ao ser questionado sobre os protestos. "A torcida quer aprender meu nome. Não sabem o nome do treinador do Atlético, por isso dizem o meu nome". Portugal culpou a inexperiência pelo revés. "Após o segundo gol do Corinthians, os garotos ficaram nervosos", declarou.
A virada ocorreu logo após o intervalo, aos 10, com Renato Augusto. Antes, no primeiro tempo, Marcelo anotou para o Furacão, aos 14, e Luciano igualou, aos 28. O insucesso atleticano reforça a pressão para o retorno do Nacional. O Furacão é apenas o 14.º colocado, com 4 pontos em 4 confrontos. No domingo, enfrenta o Chapecoense, às 16 horas, no Estádio Willie Davids, em Maringá o clube ainda cumpre punição de perda de mando de campo decorrente da selvageria em Joinville, no ano passado.



