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Gazeta Agora: como a candidatura de Flávio ameaça o futuro de Moraes

Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca como a ascensão de Flávio Bolsonaro assombra Moraes e seus aliados no STF.

Os atos mais recentes da tropa de choque de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal deixam transparecer um desespero indisfarçável. O motivo é a perspectiva, a cada dia mais concreta, de uma vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula na corrida presidencial.

Em um cenário igualmente plausível, em que a direita conquiste a maioria no Senado e escolha o novo presidente da Casa, o impeachment de Moraes passa de hipótese a certeza em 2027.

Hoje, Lula atua como barreira de contenção no Senado contra a queda do ministro, que se mostrou um aliado fiel para castigar seus adversários políticos. Reeleito, o petista nomearia quatro novos ministros, e Moraes chegaria à presidência do STF, em setembro de 2027, com forte influência sobre o Palácio do Planalto e a garantia de novos aliados para blindá-lo.

Se eleito para a Presidência, Flávio mudaria esse quadro. Com a faixa presidencial, dificilmente se oporia ao impeachment de Moraes no Senado — uma reivindicação de seus eleitores para reparar a condenação de seu pai e dos apoiadores presos no 8 de janeiro de 2023.

Investigação sobre emendas com Dino pode virar “Inquérito das Fake News da política”

A investigação sobre emendas parlamentares sob relatoria do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF) pode se transformar, na avaliação de juristas ouvidos pela Gazeta do Povo, em uma espécie de “Inquérito das Fake News da política”. A concentração de diferentes ações e apurações nas mãos do ministro, que começou com a discussão sobre transparência e rastreabilidade das emendas, passou a alcançar a responsabilidade de parlamentares pela indicação dos recursos e conexões com investigações envolvendo empresas, bancos e agentes políticos.

Para os especialistas, essa ampliação pode dar ao processo um alcance muito maior do que seu objeto original, tornando-o um instrumento permanente de acompanhamento e investigação de diferentes episódios do ambiente político.

Desde que foi empossado no Supremo Tribunal Federal, em fevereiro de 2024, Flávio Dino passou a concentrar a relatoria de diferentes ações relacionadas às emendas parlamentares. Ele herdou da ministra aposentada Rosa Weber a condução da ADPF 854, que discute a transparência e a rastreabilidade desses recursos. Por prevenção, também ficou responsável por ações posteriores envolvendo as chamadas emendas Pix e outros mecanismos de transferência de recursos públicos.

Sob a sombra do Master, Toffoli e Nunes Marques lideram rejeição entre ministros do STF

A pesquisa AtlasIntel/Estadão, divulgada nesta terça-feira (22), mostra que os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques têm os maiores índices de rejeição entre os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 21 de setembro, em meio à escalada da crise na Corte.

Toffoli registra a maior rejeição individual do tribunal, acumulando 79% de avaliação negativa e apenas 5% de imagem positiva. Nunes Marques aparece com 63% de avaliação negativa e 12% de positiva.  

Em seguida, empatam no percentual bruto de rejeição os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, ambos com 59% de imagem negativa. No entanto, Moraes apresenta uma taxa de aprovação maior (36% positiva) em comparação a Gilmar (26% positiva).

Quais punições o desfile de carnaval da Acadêmicos de Niterói pode render a Lula

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no carnaval de 2026 ameaça a eleição do petista, mas não deve impedir que ele participe do pleito em outubro. Movida pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e seu vice, Alfredo Gaspar (PL), a ação pede a cassação do registro de candidatura da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB) e a declaração de inelegibilidade deles até 2034.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antônio Carlos Ferreira, aceitou julgar um processo chamado Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) sobre o caso. A representação do Partido Liberal (PL) também acusa o governo de usar recursos públicos para articular autopromoção de Lula durante a apresentação da escola de samba. O documento solicita ainda o depoimento de figuras próximas ao governo, como a primeira-dama, Janja da Silva, e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.

Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.

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