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O que as escolas deveriam ensinar sobre raça, racismo e escravidão

  • PorDennis Prager
  • The Daily Signal
  • 23/11/2020 17:17
Nada seria ensinado para diminuir a maldade que foi o tráfico de escravos, muito menos para justificá-lo. E sim para mostrar o outro lado da narrativa.
Nada seria ensinado para diminuir a maldade que foi o tráfico de escravos, muito menos para justificá-lo. E sim para mostrar o outro lado da narrativa.| Foto: Pixabay

Sobre raça, bem como sobre todos os demais assuntos, os alunos norte-americanos não aprendem história. Na verdade, eles não aprendem nada; são doutrinados. E com antiamericanismo.

O objetivo de todo o ensino racial nas escolas norte-americanas é gerar desprezo pelo país. Portanto os alunos “aprendem” as mentiras do 1619 Project do New York Times — que os Estados Unidos foram fundados para preservar a proteger a escravidão — e obras como “White Fragility” [Fragilidade branca], de Robin DiAngelo.

Mas o que as escolas norte-americana deveriam ensinar sobre raça?

Elas, claro, deveriam falar de escravidão e racismo aos alunos.

Mas, se a verdade e a clareza moral são importantes, os alunos também deveriam aprender que a escravidão foi universal. Eles, portanto, deveriam aprender sobre a escravidão árabe-muçulmana, a escravidão entre os povos africanos, a escravidão entre os nativos norte-americanos e sulamericanos e a escravidão na África e Ásia.

Eles aprenderiam que foi o Ocidente, começando na Inglaterra e nos Estados Unidos, que aboliram a escravidão. E eles aprenderiam que os abolicionistas eram na maioria cristãos levados a lutar em nome de valores judaico-cristãos.

Eles aprenderiam que, ao contrário dos escravos sob o domínio árabe-muçulmano, a maioria dos negros escravos levados para os Estados Unidos podiam ter filhos e formar famílias.

Eles leriam “The Black Family in Slavery and Freedom, 1750-1925” [A família negra na escravidão e em liberdade], de Herbert Gutman, sobre o qual o New York Times disse quando foi lançado, em 1976: “Gutman realizou um trabalho importante ao enterrar a ideia de que a escravidão destruiu a família negra”. Só para registrar, Gutman era professor esquerdista e membro da Academia Norte-americana de Artes e Ciências.

Eles aprenderiam que dezenas de milhões de escravos africanos sob o domínio islâmico-árabe não podiam formar famílias (a maioria dos homens era castrada).

Eles aprenderiam que, apesar de 340 mil escravos africanos terem sido transportados até os Estados Unidos, 12 milhões foram levados ao Brasil. Eles aprenderiam que muitos mais negros — cerca de 3 milhões da África e Caribe — vieram para o país por vontade própria do que como escravos.

Eles leriam o artigo publicado em 2005 no New York Times e intitulado “Mais africanos entram nos EUA do que durante a escravidão”, no qual também aprenderiam que os Estados Unidos são muito menos racistas do que os outros países.

Agba Mangalabou, que chegou do Togo em 2002, lembra-se de sua surpresa ao chegar aqui vindo da Europa. ‘Na Alemanha, todos sabiam que eu era africano’, conta ele. ‘Aqui, ninguém sabe se sou africano ou norte-americano’”.

Eles aprenderiam sobre a escravidão dos brancos também, e de um dos maiores economistas dos últimos 50 anos, Thomas Sowell, que escreveu:

Mais brancos foram levados como escravos para o norte da África do que negros foram levados como escravos para os Estados Unidos ou para as 13 colônias que os formavam. Escravos brancos ainda eram comprados e vendidos pelo Império Otomano décadas depois da libertação dos escravos nos Estados Unidos.

Nada disso seria ensinado para diminuir a maldade que foi o tráfico de escravos, muito menos para justificá-lo. Os estudantes norte-americanos deveriam, claro, aprender sobre os horrores dos mercados de escravos, a separação das famílias, os estupros, os espancamentos e os linchamentos. Mas não é possível compreender nada da história sem perspectiva.

Quanto ao comércio muçulmano-árabe de escravos, os estudantes ler o livro do professor e pastor ganense John Azumah, “The Legacy of Arab-Islam in Africa” [O legado do islamismo árabe na África], no qual ele diz:

"Enquanto dois em cada três escravos que atravessaram o Atlântico eram homens, as proporções eram o inverso no comércio escravagista islâmico. Duas mulheres para cada homem foram escravizadas pelos muçulmanos.

Enquanto a taxa de mortalidade dos escravos transportados pelo Atlântico alcançava até 10%, a porcentagem de escravos que morria em trânsito pelo Saara e África Oriental era de impressionantes 80 a 90%.

Enquanto quase todos os escravos que atravessaram o Atlântico fossem usados para a agricultura, a maioria dos escravos destinados ao Oriente Médio muçulmano eram destinados à exploração sexual, como concubinas em haréns, e para o serviço militar.

Enquanto os escravos nas Américas tiveram muitos filhos e milhões dos descendentes deles hoje são cidadãos no Brasil e Estados Unidos, poucos descendentes dos escravos que acabaram no Oriente Médio sobreviveram.

Enquanto muitos escravos que foram para as Américas puderam se casar e constituir famílias, a maioria dos escravos homens levados para o Oriente Médio era castrada, e a maioria das crianças nascidas eram mortas depois do parto".

Eles leriam alguns dos preferidos livros da esquerda que defende que “os Estados Unidos são racistas”, como o bestseller “White Fragility”. Mas, ao contrário do que acontece em qualquer escola norte-americana que pede a leitura desse livro, os alunos também teriam que ler uma análise de um professor negro.

Na revista The Atlantic, John McWhorter, professor de linguística na Universidade de Columbia, escreveu que “White Fragility” é, na verdade, “um tratado racista. (...) O livro menospreza os negros na tentativa de nos conferir alguma dignidade. (...) A culpa e a polidez brancas aparentemente impedem que muitos leitores do livro percebessem suas várias falhas óbvias. Para começar, o livro de DiAngelo está cheio de afirmações completamente erradas ou bizarramente desconectadas da realidade”.

Eles leriam e ouviriam vários escritores e pensadores negros, não apenas os que odeiam os Estados Unidos. Eis aqui uma lista parcial, em ordem alfabética de sobrenome, contendo exemplos desses livros.

  • Larry Elder, “What’s Race Got to Do With It?” [O que a raça tem a ver com isso?]
  • Ward Connerly, “Creating Equal” [Criando igualdade]
  • John McWhorter, “Losing the Race” [Perdendo a corrida/raça]
  • Deroy Murdock, qualquer uma de suas muitas colunas
  • Candace Owens, “Blackout” [Blecaute]
  • Jesse Lee Peterson, “The Antidote” [O antídoto]
  • Jason Riley, “Please Stop Helping Us” [Por favor, parem de nos ajudar]
  • Thomas Sowell, “Intellectuals and Race” [Intelectuais e raça]
  • Shelby Steele, “White Guilt” [Culpa branca]
  • Carol Swain, “Abduction” [Abdução]
  • Clarence Thomas, “My Grandfather’s Son” [O filho do meu avô]
  • Walter Williams, “Race and Economics” [Raça e economia]

O fato de esses pensadores brilhantes serem desconhecidos da maioria dos norte-americanos prova o preconceito e a superficialidade na vida intelectual e na academia dos Estados Unidos.

Se os alunos lessem esses livros e aprendessem a verdade sobre a raça contida neste texto, seria perfeitamente aceitável que eles lessem autores esquerdistas, brancos e negros, escrevendo sobre o tema. Na verdade, seria até aconselhável.

Dennis Prager é colunista do The Daily Signal, radialista e criador da PragerU.

© 2020 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês
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Comentários [ 12 ]

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  • P

    Paulo César de Castro Silveira

    26/11/2020 14:25:20

    O fundamental é dizer que escravidão nada tem a ver com racismo contra negros. Se você ver a foto de escravidão na wikipedia vai ver uma mulher branca nua. Se você ver o filme Spartacus vai ver o branco Kirk Douglas e você pode contar de 700 anos que brancos foram escravizados no norte da África. E que a palavra escravo vem de eslavo, ou seja russos brancos escravizados pelos ocidentais.

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      Paulo César de Castro Silveira

      26/11/2020 11:51:11

      Contar que quilombolas invadiam fazendas matavam e roubavam. meu tataravô (e do Suplicy também) Tomé Rodrigues Nogueira do Ò, em 1737, documento do Arquivo mineiro, invadiu um quilombo e resgatou moça e menina sequestrada por quilombolas que mataram pai deles. A carta de Tomé diz a moça chorou de alegria ao ser libertada. Órfã que fim levou? ficou na pobreza? onde estão seus netos hoje? Ensinar o livro "Os vítimas Algozes" do Macedo.

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      • P

        Paulo César de Castro Silveira

        26/11/2020 11:40:29

        Ensinar que os escravos do Coronel João Monteiro de Araujo comiam à mesa com ele que dizia: - Se D. Pedro II vier à minha fazenda não posso recebê-lo porque meus escravos comem à mesa comigo. Ensinar sobre a Madrinha da Serra com 102 anos os escravos fizeram um andor para levá-la pela Fazenda da Serra e a tinham como santa. Ela não andava mais todos filhos já mortos e os escravos a levavam no andor e a tinham como santa.

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          Paulo César de Castro Silveira

          26/11/2020 11:36:56

          Ensinar que o governo enganou os fazendeiros que compraram escravos a preços muito altos e não foram indenizados. A perda dos pequenos proprietários foi enorme, ficaram sem nada.

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          • J

            jose rodorval ramalho

            24/11/2020 19:22:08

            Se a Academia americana está assim, imagine em Banânia!!!!

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            • J

              João Paulo Brunelo Miguel

              24/11/2020 13:51:53

              Análise bem ponderada a do Prager!

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              • R

                ROG

                24/11/2020 13:28:58

                Excelente

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                • T

                  Thiago

                  24/11/2020 11:48:13

                  Aqui no Brasil uma leitura obrigatória em qualquer estudo sobre o assunto seria o "Não Somos Racistas", que apesar de ter sido escrito por um diretor da Globo é bastante honesto, e decente, em seus argumentos. Breve, direto e claro. Não concordo com tudo o que está ali, mas é um contraponto importante à guerra de propaganda movida pelos supremacistas raciais negros aqui no Brasil.

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                  • P

                    Paulo H.

                    24/11/2020 1:39:47

                    Excelente artigo! Simplesmente leiam!

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                    • L

                      Luiz Alves de Souza

                      23/11/2020 20:57:42

                      A discriminação racial contra negros vem de longas datas. A religião católica se encarregou de transformar a figura de Jesus em um personagem de pele clara, olhos azuis, cabelos loiro negando que Jesus foi um homem de origem árabe, filho de pais árabes ,cidadão da Palestina com características nada parecidas com a imagem que conhecemos.A desculpa, talvez , seria que o filho de Deus não poderia ser negro. Daí querem o quê? Se queremos consertar o mundo devemos começar pelo começo

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                      2 Respostas
                      • D

                        Daniel Catach

                        23/11/2020 23:51:09

                        Complementando a resposta anterior Apenas para contextualizar, Jesus não era árabe e sim judeu. Não existia a palestina. A região era chamada de Judeia (terra dos Judeus em latim). Posteriormente com a revolta dos judeus no século II que infligiram grandes perdas às legiões romanas, como punição, o imperador romano Vespasiano passou a chamar a região de palestina (uma corrupção do nome filisteus, em latim) históricos inimigos de Israel na Bíblia, que nada tem a ver com os árabes e muçulmanos (o islã e os árabes como uma entidade política só veio a existir 700 anos depois). Em resumo, não há racismo no texto e tampouco na figura de Jesus."

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                      • D

                        Daniel Catach

                        23/11/2020 23:49:51

                        Pode até ser que as características físicas de Jesus foram "europeizadas", especialmente porque o cristianismo se difundiu com grande velocidade naquele continente. No entanto, isso não é racismo. Simplesmente é necessário entender o contexto da época, onde a maioria das pessoas eram analfabetas e as imagens e figuras eram importantes. Para melhor absorção, as pessoas precisavam sentir-se mais próximas da figura de Jesus e o colocaram com características europeias (tampouco Jesus era negro).

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