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Estudos científicos recentes realizados nos Estados Unidos identificaram que pessoas com inclinação política de esquerda apresentam maiores índices de transtornos mentais, como depressão e ansiedade, além de menor satisfação com a vida em comparação aos indivíduos conservadores.
Quais são os principais diagnósticos encontrados no grupo progressista?
A pesquisa mais recente apontou que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) são os indicadores mais comuns entre pessoas alinhadas à esquerda. Além disso, esse grupo costuma relatar níveis mais altos de solidão e tristeza, conforme indicam dados coletados entre jovens mulheres americanas.
Como a aparência visual pode estar ligada à ideologia política?
O estudo observou que modificações corporais, como cabelos com cores não naturais (azul, rosa ou verde), tatuagens e piercings no septo nasal, funcionam como preditores estatísticos de tendências políticas. Para os autores, essas escolhas sinalizam uma abertura psicológica a experiências fora do padrão tradicional e um desejo de autoexpressão identitária que desafia normas sociais estabelecidas.
Por que existe essa diferença de bem-estar entre os espectros políticos?
Uma das hipóteses é que o conservadorismo se baseia em uma moralidade objetiva e valores tradicionais, o que traria mais estabilidade emocional e coesão social. Já o progressismo estaria mais ligado ao relativismo moral, o que pode gerar uma desorientação normativa. Outro ponto mencionado é o pensamento catastrófico — uma visão excessivamente negativa do futuro —, que prejudica o equilíbrio emocional.
A religião desempenha algum papel nesse quadro de saúde mental?
Sim. Levantamentos anteriores, como os do Pew Research Center, indicam que a frequência a templos e igrejas está associada a menores índices de doenças mentais. O efeito reparador da fé e da vida em comunidade religiosa parece beneficiar indivíduos de ambos os lados do espectro político, embora seja mais prevalente entre a direita.
Existe algum transtorno específico associado à direita política?
De forma geral, a direita política não apresenta psicopatologias específicas de maneira robusta. Contudo, em uma pequena amostra, pesquisadores sugeriram que distúrbios do espectro esquizoide poderiam estar ligados ao conservadorismo devido à propensão ao pensamento conspiratório. No entanto, por envolver poucos voluntários, os autores ressaltam que esse achado ainda precisa de estudos maiores para ser comprovado.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.









