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Gastos com pessoal, água e energia costumam pesar na conta do condomínio. | /
Gastos com pessoal, água e energia costumam pesar na conta do condomínio.| Foto: /

As taxas de condomínio costumam ser fontes de questionamentos e conflitos entre os moradores e ganham ainda mais peso nestes tempos de crise, nos quais as famílias têm feito malabarismos para manter os gastos dentro do orçamento. Claiton Borcath, sócio-gerente da BR Condos, em Curitiba, explica que o condomínio é uma despesa importante no custo das famílias e que o valor da taxa varia de acordo com o padrão do empreendimento e suas opções de áreas comuns, o que pode fazer com que a taxa chegue, em alguns casos, aos R$ 5 mil mensais.

Para tentar baratear este custo, é fundamental que síndicos e condôminos identifiquem os principais “ralos” dos gastos e busquem alternativas para reduzi-los. Entram nesta lista desde ações já previstas no orçamento – como a realização de revisões elétricas e hidráulicas periódicas nos apartamentos –, assim como a reorganização da escala dos funcionários e a conscientização sobre o consumo de água e energia, como lembra Hercules Pires Figueiró, gerente comercial da F&F Administradora.

Alternativas de geração de renda, como a locação da cobertura para a instalação de antenas de telefonia, e iniciativas voluntárias dos moradores relacionadas, por exemplo, à manutenção dos jardins – em substituição à contratação de uma empresa de jardinagem – também podem ajudar o condomínio a economizar. “Devido a correria do dia a dia é difícil se encontrar pessoas dispostas [a realizar este tipo de tarefa]. Mas, quando elas aparecem, são sempre bem-vindas”, conta Borcath.

Conheça os principais “ralos” dos gastos com o condomínio e confira dicas de como reduzi-los.

PESSOAL

De acordo com Figueiró, os gastos com funcionários podem corresponder a cerca de 80% das despesas dos condomínios, sendo a portaria o setor que mais pesa nesta conta. Para economizar, a dica é organizar a escala de todos os funcionários de forma a que se evite o pagamento de horas extras. Reduzir os dias de trabalho de zeladores e pessoal da limpeza (quando possível) e os horários da portaria são outras alternativas. “Os condomínios ainda podem adotar por período integral ou parcial o sistema de portaria virtual, no qual o profissional controla a portaria remotamente, de uma central, ao mesmo tempo em que pode acompanhar as câmeras de monitoramento. Isso reduz cerca de 50% do custo da portaria”, conta Borcath.

Água

Os gastos com a conta d’água variam conforme o tamanho do condomínio e podem corresponder de 7,5% a 22% do valor da taxa, segundo os especialistas. Para evitar o desperdício e promover o consumo consciente, a sugestão é instalar redutores de vazão nas torneiras e chuveiros dos apartamentos, substituir as torneiras das áreas comuns por modelos com chave – que só os “responsáveis” podem abrir – e distribuir informativos educacionais. “Investir na construção de uma cisterna para reaproveitar a água da chuva na limpeza das áreas comuns e rega do jardim é outra medida que traz benefícios a médio e longo prazos”, diz Figueiró.

Manutenção e consertos

O velho ditado que diz que prevenir é melhor do que remediar se enquadra perfeitamente nas questões relacionadas aos gastos dos condomínios. Isso porque, mesmo gerando algum custo, as manutenções periódicas – de hidráulica, elétrica, sistema de segurança e monitoramento – saem bem mais em conta do que a realização de obras emergenciais ou a substituição completa de equipamentos, além de já estarem previstas no orçamento do condomínio. “Nas manutenções periódicas o síndico tem tempo de pesquisar, cotar e negociar com diferentes empresas [para buscar o melhor orçamento]. O que não acontece nas obras emergenciais, que precisam ser resolvidas no momento em que ocorrem”, explica Borcath.

Energia

Os reajustes na tarifa de energia elevaram a conta e fizeram da eficiência energética uma preocupação crescente nos condomínios. Neste sentido, a principal orientação ainda é investir na instalação de sensores de presença e na substituição das lâmpadas por modelos LED nas garagens, corredores e outros espaços de uso comum. “Fizemos a substituição integral das lâmpadas em um condomínio e a conta de luz caiu de R$ 15 mil para R$ 11 mil”, conta Borcath. Outras sugestões são instalar fotocélulas que permitem programar o acender e apagar das luzes e ajustar a programação dos elevadores, como sugere Figueiró. “Este ajuste se refere ao andar em que ele ficará ‘em espera’ de acordo com sua demanda de utilização”, conta.

Despesas extraordinárias

Outro item que pode pesar na conta do condomínio são os gastos com benfeitorias – reformas, ampliações e construções – e aquisição de novos equipamentos – como mobiliário para o salão de festas – para o empreendimento. Neste sentido, a melhor forma de se economizar é avaliar, em assembleia, se este investimento é indispensável ou se pode ser adiado para um momento em que as contas do condomínio ou a disponibilidade financeira dos moradores estejam melhores. “Por isso é importante que os condôminos participem das reuniões. Dessa forma, a despesa sempre vai se enquadrar dentro do máximo que a maior parte dos moradores pode pagar”, avalia Figueiró.

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