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Palácio Garibaldi: herança ítalo-brasileira no coração do centro histórico de Curitiba

Com seus salões abertos a casamentos e eventos corporativos, Palácio Garibaldi preserva mais de cem anos de história e cultura dos imigrantes italianos em Curitiba

  • Sharon Abdalla
 | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
 
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Mesmo rodeado de vizinhos igualmente carregados de história, o Palácio Garibaldi consegue se destacar em meio às construções centenárias que fazem do setor histórico um dos principais pontos turísticos e de encontro dos curitibanos. Sede da Associação Giuseppe Garibaldi, que completa 132 anos em 2015, o espaço mantém viva a cultura dos italianos que se estabeleceram na cidade, além de receber de casamentos a eventos corporativos em suas instalações.

O início da construção do palácio data de 1887, quatro anos após a fundação da sociedade. O terreno para a edificação – que hoje tem frente para a Praça Garibaldi e fundos para Praça João Cândido – foi doado pela prefeitura, como lembra Roberto Gava, diretor administrativo do Palácio.

A construção do edifício de dois pavimentos foi projetada por Ernesto Guaita, engenheiro e agente consular da Itália no Brasil, e durou 17 anos. “Como a sede era um local de reunião das famílias, foi uma consequência natural que o projeto apresentasse uma estrutura grande”, explica Gava. A fachada do palácio, por sua vez, foi desenvolvida pelo arquiteto João de Mio e finalizada somente em 1932.

Assim como outras edificações históricas da capital, os traços arquitetônicos do palácio remetem à escola eclética, com destaque para as características neoclássicas da fachada, como os arcos e as janelas ornamentadas.

Tempos de guerra

As questões políticas também compõem um capítulo significativo da história do Palácio Garibaldi. Em 1906, o espaço foi sede do I Congresso Estadual, que reuniu trabalhadores e resultou na criação da Federação Operária no Paraná.

Foi em 1942, entretanto, que o edifício viveu um de seus acontecimentos mais marcantes. Com a Itália integrando o bloco do eixo – formado também por Alemanha e Japão – durante a Segunda Guerra Mundial, neste ano o palácio foi desapropriado pelo governo em razão de o Brasil ter declarado guerra àqueles países. “Na época, as três instituições que representavam os países do eixo em Curitiba foram tomadas pelos brasileiros, incluindo o Clube Concórdia”, conta o diretor administrativo.

Durante as duas décadas em que ficou em poder do governo, o prédio foi ocupado por diferentes instituições, como a Liga da Defesa Nacional, Centro de Letras do Paraná, Academia de Letras e Tribunal de Justiça do Estado.

História preservada

Tombado como patrimônio cultural pelo governo do estado em 1988, o Palácio Garibaldi também integra a lista de Unidades de Interesse de Preservação (UIP’s) da prefeitura de Curitiba e segue sob administração da Associação Giuseppe Garibaldi.

Atualmente, além de congregar os 120 sócios e cultivar a cultura italiana na capital, o palácio abre seus salões para a realização de eventos familiares e corporativos, que ajudam a custear sua manutenção.

Confira mais fotos do Palácio Garibaldi

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