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A diferença é o que temos em comum

Escola do município de Piên propõe atividades com estudantes e comunidade sobre inclusão e a importância do respeito ao próximo

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Escola Municipal Alminda Antônia de Andrade se mobiliza para incluir alunos  | Divulgação 
Escola Municipal Alminda Antônia de Andrade se mobiliza para incluir alunos  Divulgação 
 
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O desenvolvimento de habilidades sociais de inclusão no ambiente escolar, ainda é um desafio nos dias atuais. De acordo com artigo publicado na Gazeta do Povo, da jornalista e mestre em comunicação, Danielle Scheffelmeier Mei, além de garantir a matrícula, cabe à escola favorecer a permanência dos alunos que possuem necessidades educacionais especiais.

Quando tratamos de inclusão, precisamos ir além de apenas cumprir o que a legislação determina. É necessário realizar um trabalho em conjunto com toda a comunidade escolar, com capacitação para os professores e demais profissionais, sensibilização dos outros alunos em relação às diferenças, para que essas pessoas possam se sentir acolhidas. 

Essa tarefa nem sempre é simples. “Não é fácil incluir de maneira geral. Todas as crianças são diferentes. Ensinar padronizado não funciona mais”, afirma a fonoaudióloga e coordenadora do grupo Aprendiz Down, Josiane Mayr Bibas, em entrevista à Gazeta. 

Para ela, a escola não deve usar a “falta de preparo” como uma desculpa para se acomodar e não atender de forma adequada as pessoas que necessitem de cuidados especiais. A escola deve se preparar. 

Bons exemplos 

Como forma de viabilizar informação e formação aos pais, professores e comunidade em relação à inclusão, as professoras Scheila de Andrade Sura e Luciane Schroder, da Escola Municipal Alminda Antônia de Andrade, localizada na cidade de Piên (PR), desenvolveram o projeto “Inclusão – Somos todos iguais nas nossas diferenças”. No ano letivo de 2018, dentre os 280 alunos matriculados, 40 apresentavam diagnóstico de algum tipo de Transtorno de Aprendizagem e Transtornos Globais do Desenvolvimento. 

Nesse projeto, que conquistou o 2º lugar na categoria Geral Grupo, do Concurso Cultural Ler e Pensar 2018, foram realizadas diversas atividades para favorecer o processo de inclusão escolar. Conheça mais, aqui. 

As atividades foram feitas com os alunos do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano), iniciando em março até o final do ano letivo. Dentro das diversas propostas realizadas, estavam momentos de reflexão com os estudantes, visitas à APAE do município e a Casa do Saber, em São Bento do Sul. Lá, os alunos entrevistaram a psicopedagoga Vanessa Rudnick, para compreender o trabalho realizado pela profissional e conhecer mais sobre a sua formação. A entrevista foi gravada em formato de podcast. A psicopedagoga também realizou uma conversa sobre inclusão com os demais professores da escola. 

Todos juntos 

Como forma de envolver a família e a comunidade, as professoras convidaram um pai de aluno para compartilhar a sua história, após a amputação da perna em um acidente. As crianças também foram para as ruas do bairro, para observar se havia acessibilidade para cadeirantes e deficientes visuais. Além disso, foram feitos jogos, promovendo a interação social de alunos autistas. 

Os familiares de estudantes com algum tipo de transtorno global do desenvolvimento foram convidados a participar de uma palestra com o Neuropediatra Doutor Egon Frantz, durante um seminário realizado com os profissionais da educação. 

Para as professoras “a realização desse projeto proporcionou oportunidades para esclarecimentos, mudanças de atitudes, colaboração e flexibilidade no relacionamento interpessoal, principalmente dentro de cada turma. Assim, a inclusão escolar vem contribuir para o desenvolvimento não apenas do aluno com necessidades educacionais especiais, mas principalmente na formação de valores positivos e na convivência com a diversidade”, afirmam.

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