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Armênios étnicos deixam a região de Nagorno-Karabakh, após operação militar do Azerbaijão em setembro de 2023
Armênios étnicos deixam a região de Nagorno-Karabakh, após operação militar do Azerbaijão em setembro de 2023| Foto: EFE/EPA/ANATOLY MALTSEV

O governo da Armênia informou nesta quarta-feira (8) que vai parar de financiar a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), uma espécie de “OTAN da Rússia”.

“A República da Armênia se absterá de aderir à decisão do Conselho de Segurança Coletiva da OTSC de 23 de novembro de 2023, sobre o orçamento de 2024 da OTSC, e de participar do financiamento da organização estipulado por essa decisão”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Armênia, Ani Badalyan, em entrevista à agência russa Interfax.

Além de Rússia e Armênia, a OTSC tem Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão como integrantes.

A Armênia vinha alegando que a Rússia se afastou do compromisso de protegê-la do vizinho Azerbaijão, que tem capacidade militar maior. Os dois países tinham uma divergência histórica sobre a região de Nagorno-Karabakh, localizada dentro do Azerbaijão, mas que possuía população étnica armênia.

O impasse foi resolvido de forma trágica após uma operação do Azerbaijão no enclave em setembro do ano passado. Devido à ofensiva militar, praticamente toda a população de 100 mil habitantes de Nagorno-Karabakh fugiu para a Armênia e o governo separatista de Artsakh, que controlava parte do enclave, assinou um decreto para dissolver todas as suas instituições estatais.

Forças de paz da Rússia intermediaram um acordo de cessar-fogo, mas não atuaram para repelir a operação. Diante da inação de Moscou, os armênios aumentaram seus gastos com defesa e se aproximaram do Ocidente para parcerias na área.

No mês passado, a Armênia concordou em devolver ao Azerbaijão quatro aldeias perto da fronteira entre os dois países, com o objetivo de apaziguar as tensões que vêm desde o fim da União Soviética, que ambos integraram.

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