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Centro móvel de testes PCR para Covid-19 em Londres, Reino Unido, 25 de dezembro
Centro móvel de testes PCR para Covid-19 em Londres, Reino Unido, 25 de dezembro| Foto: EFE/EFE/EPA/ANDY RAINEPA/ANDY RAIN

Os governos de vários países anunciaram novas medidas para tentar conter os contágios de Covid-19 enquanto a variante ômicron do coronavírus se espalha rapidamente por algumas regiões do mundo.

No Chile, mais de 1,6 milhões de pessoas que ainda não receberam doses de reforço da vacina contra a Covid-19 passarão a ter restrições de mobilidade, caso não a recebam até 1º de janeiro, anunciou o ministro de Saúde do país, Enrique Paris, nesta segunda-feira.

Segundo o ministro, 1.627.165 de pessoas que até o momento não tomaram a dose de reforço nos seis meses após a segunda dose ficarão sem o Passaporte de Mobilidade a partir de 1º de janeiro. O documento é exigido em eventos com maior quantidade de público e para o atendimento no interior de bares e restaurantes.

A preocupação atual é com o avanço da variante ômicron, que foi detectada em 11 das 16 regiões do território chileno, com a confirmação de 248 casos positivos.

O Chile tem uma das campanhas de vacinação mais bem-sucedidas do mundo, com mais de 10,1 milhões de doses de reforço aplicadas. Mais de 91% da população alvo já conta com o esquema completo de imunização, com duas ou uma dose. A quarta dose começará a ser aplicada na segunda quinzena de fevereiro.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 760 infecções e 22 mortes por Covid-19, independente da cepa de contágio. Desde o início da pandemia, são 1,8 milhão de positivos e 39.056 óbitos no país.

Espanha terá limite de horários em casas noturnas

A Espanha adotará restrições mais rígidas para conter a propagação da variante ômicron durante as festas pelo Ano Novo e que afetarão, fundamentalmente, o entretenimento noturno, a gastronomia, com dependência da decisão dos governos regionais do país.

As comunidades autônomas de Aragón, Navarra, País Basco, La Rioja, Cantabria e Astúrias, que são limítrofes entre si, fizeram um acordo para enfrentar o aumento de casos e evitar a mobilidade de pessoas entre as diferentes regiões. A partir desta quarta-feira, todos os estabelecimentos gastronômicos fecharão às 0h, enquanto os de lazer noturno deverão encerrar as atividades às 2h. A medida ficará vigente, pelo menos, até 15 de janeiro.

Além disso, em bares e restaurantes, o número de pessoas sentadas em uma mesma mesa será limitado a dez e ninguém poderá fazer refeições estando em pé.

Na comunidade de Madri, onde está a capital do país, a decisão foi de proibir festas de réveillon que tinham público previsto de 500 a 1.000 pessoas. Na região, a incidência acumulada já é de mais de 1.100 casos para cada 100 mil habitantes.

A Espanha alcançou nesta segunda-feira a incidência acumulada de 1.206 casos de Covid-19 para cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, um recorde desde o início da pandemia. Desde o início da pandemia da Covid-19, o país registrou 89.139 mortes em decorrência da doença.

O Ministério da Saúde lançou hoje um alerta sobre a propagação do coronavírus na Espanha, embora tenha admitido que a alta no contágio não está sendo refletida em quantidade maior de internados e de vítimas. Atualmente, a ocupação das UTIs do país é de 18,2%, o que indica aumento de dois pontos percentuais na comparação com a última quinta-feira, com 200 pacientes a mais.

França impõe home office e antecipa 3ª dose

O governo da França anunciou nesta segunda-feira novas medidas para combater a quinta onda de contágio pelo coronavírus, incluindo a imposição do home office por pelo menos três dias por semana e a antecipação da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 de cinco para três meses após as duas primeiras injeções.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, anunciou as medidas após a aprovação de um projeto de lei no Conselho de Ministros, que terá que ser aprovado pela Assembleia em janeiro.

O texto exclui medidas drásticas, pois por enquanto o retorno à escola em 3 de janeiro de 2022 será mantido, e um toque de recolher é descartado. Por outro lado, está prevista a restrição de reuniões públicas.

Castex frisou a necessidade de aumentar a taxa de vacinação e por isso confirmou que o passe sanitário atual será transformado em passaporte de vacinação. Com a mudança, os não vacinados, que até agora podiam apresentar um teste de coronavírus com resultado negativo, terão que provar a vacinação a partir de 15 de janeiro de 2022 para poder ir a cinemas, teatros, museus, transportes, cafés e instalações esportivas.

O governante também advertiu que as multas contra o uso de passes de saúde falsos, que já seriam centenas de milhares, serão agravadas. Ele também expressou preocupação com as grandes multidões. A partir de janeiro, serão estabelecidos limites de 2 mil pessoas para locais fechados e 5 mil para espaços ao ar livre.

Atualmente 78% da população total da França, incluindo crianças, tomaram ao menos uma dose de imunizante contra a Covid-19.

Israel tem novas regras para lojas

Israel impõe, a partir desta segunda-feira, novas restrições a centros comerciais e lojas de departamento, além de limitar as aulas presenciais em escolas secundárias com baixas taxas de imunização, para conter a nova onda da Covid-19 e a disseminação da variante ômicron.

O novo regulamento, que estará em vigor por nove dias, limita a capacidade desses estabelecimentos de mais de 100 metros quadrados a uma pessoa a cada 15 metros quadrados, além de exigir a apresentação do "Passe Verde" na entrada, que prova que a pessoa foi vacinada ou se recuperou da Covid-19 nos últimos seis meses.

Para os não vacinados, o regulamento do "Passe Verde" exige que tenha apresentado PCR negativo nas últimas 72 horas, algo que provocou queixas dos proprietários destes estabelecimentos, que consideram que isso vai desencorajar o fluxo de clientes.

O acesso sem mostrar o "Passe Verde" só será possível em lojas, mercados ou supermercados que vendem artigos de primeira necessidade, como alimentos, produtos de higiene e remédios, onde a capacidade é limitada a uma pessoa para cada sete metros quadrados.

O governo israelense também aprovou novas restrições para o sistema de ensino médio - entre 12 e 17 anos -, de forma que nas zonas consideradas vermelhas, onde menos de 70% dos alunos são vacinados, será retomado o ensino a distância. No ensino fundamental, medidas serão impostas para reduzir o contato entre os alunos.

Após uma campanha rápida e bem-sucedida, o calendário de vacinação em Israel estagnou ao atingir menores, com uma taxa de imunização de 4% na faixa etária entre 5 e 11 anos e pouco mais da metade entre 12 e 17 anos.

O país mantém uma política de controle de fronteiras muito rigorosa, fechada aos estrangeiros durante quase toda a pandemia. Após a reabertura ao turismo em 1º de novembro, menos de um mês depois, Israel mais uma vez se fechou para conter a entrada da variante ômicron, além de incluir cerca de 80 países na lista vermelha, para os quais seus cidadãos não estão autorizados a viajar.

Inglaterra não terá novas restrições antes do Ano Novo

Já o ministro da Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, anunciou nesta segunda-feira que seu governo não irá impor restrições adicionais antes da passagem do Ano Novo na Inglaterra, como fizeram na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, realizou hoje uma reunião de trabalho com seus principais consultores médicos e científicos e, por enquanto, adiou a decisão sobre a imposição de mais restrições.

A Inglaterra registrou 98.515 casos de Covid-19 em 24 horas nesta segunda, enquanto atingiu o recorde de diagnósticos positivos no dia de Natal, detectando 113.628 casos, segundo informou o governo. As estatísticas sobre a propagação do vírus no país não foram atualizadas durante as festas e terão um quadro completo da situação a partir de quarta-feira, primeiro dia útil após o Natal.

Na Inglaterra, o número de pessoas hospitalizadas a cada 24 horas aumentou 20,7% nos sete dias anteriores a 25 de dezembro, enquanto em Londres, a área onde a variante ômicron se espalhou mais rapidamente, o número de pacientes internados com Covid-19 aumentou em 45% nos últimos sete dias.

O sistema de saúde registrou 143 mortes por Covid-19 em todo o país hoje, enquanto confirmou apenas três óbitos ontem e nenhum no dia de Natal.

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