Formação da Marinha Chinesa, incluindo o porta-aviões Liaoning (C), durante exercícios militares no Mar da China Meridional, em 2017| Foto: Distribuição/China/AFP
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A China afirmou nesta terça-feira (14) que não tem intenção de tornar o Mar da China Meridional em seu "império marítimo" e pediu que os Estados Unidos parem de semear discórdia entre as nações vizinhas do Sudeste Asiático, em resposta a um comentário do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, no dia anterior.

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O americano divulgou um comunicado na segunda-feira afirmando que a reivindicação do governo chinês pelo controle de recursos offshore em cerca de 85% do Mar da China Meridional é "completamente ilegal". "O mundo não permitirá que Pequim trate o Mar do Sul da China como seu império marítimo", disse Pompeo.

Os EUA não contestam nenhuma área na região e não endossaram reivindicações de países envolvidos em disputas territoriais por lá. Mas o posicionamento americano de negar as pretensões do governo chinês está em linha com uma decisão do tribunal internacional de Haia, de 2016, que constatou que a reivindicação da China sobre as águas não tinha base legal.

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foto de arquivo tirada em 1º de abril de 1995 mostra a bandeira da China sobrevoando estruturas octogonais construídas sobre palafitas no Mischief Reef, reivindicado por Manila | FOTO: Romeo GACAD / AFP| Foto: AFP

O porta-voz do ministério das Relações Internacionais Zhao Lijian rebateu a declaração. "A China não está tentando se tornar um império marítimo. A China trata seus países vizinhos em igualdade de condições e exerce a maior restrição", disse, acrescentando que os Estados Unidos são o fator desestabilizador da região porque sempre enviam seus navios para o Mar da China Meridional.

Em um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Internacionais, a China acusou os EUA de interferir nas disputas territoriais com outras nações. "Sob o pretexto de preservar a estabilidade, [os EUA] estão flexionando os músculos, provocando tensão e incitando o confronto na região... Sob o pretexto de defender a liberdade de navegação e sobrevoo, está infringindo imprudentemente o mar e o espaço aéreo de outros países e jogando seu peso em todos os mares do mundo".

As declarações de China e EUA ocorrem em um momento em que ambos os lados estão intensificando a presença militar no Mar da China Meridional e trocando acusações sobre quem estaria tentando desestabilizar a região.