Ao fundo, uma refinaria de propriedade da Citgo, subsidiária da PDVSA, a empresa estatal de petróleo venezuelana, em 1 de fevereiro de 2019, em Lemont, no estado americano de Illinois| Foto: SCOTT OLSON / AFP
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O Tribunal Supremo de Justiça da ditadura chavista na Venezuela condenou, nesta quinta-feira (26), seis executivos americanos da Citgo a penas de 8 a 13 anos de prisão. A Citgo é a principal filial da petrolífera estatal Pdvsa nos Estados Unidos, cujos ativos no país foram congelados pelo governo de Donald Trump e entregues ao presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

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Gustavo Cárdenas, Jorge Toledo, Tomeu Vadell, Jose Luis Zambrano, Alirio Jose Zambrano e Jose Angel Pereira foram presos na Venezuela em novembro de 2017, quando foram atraídos ao país para uma reunião de negócios. Na época, Alex Saab, procurador-geral da ditadura, os acusou de firmar contratos com a Frontier Group Management e a Apolo Global Management que comprometiam o patrimônio nacional da Venezuela.

Os executivos foram acusados de corrupção, peculato e formação de quadrilha. Cinco deles receberam penas de oito anos e dez meses, enquanto Pereira, ex-presidente da Citgo, foi condenado a 13 anos e sete meses de prisão e terá que pagar uma multa de dois milhões de dólares, equivalente, segundo o tribunal, "a 40% do valor dos bens que foram objeto de delito". Eles afirmam que são inocentes e seus advogados vão apelar da sentença.

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Em diversas ocasiões os Estados Unidos pediram a liberação dos executivos. Segundo a agência AFP, o ex-diplomata democrata Bill Richardson viajou à Venezuela e conseguiu que dois deles passassem para o regime de prisão domiciliar. Os demais, porém, continuaram detidos na sede do Sebin (Serviço de Inteligência Bolivariana), em Caracas. Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, disse que os quatro corriam riscos por causa da pandemia de Covid-19, mas os apelos não surtiram efeito.