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Nos EUA

Eduardo Bolsonaro terá reuniões em Washington para tratar de sanções contra Moraes

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Ex-deputado Eduardo Bolsonaro deverá ir a Washington nesta semana e realizar reuniões para discutir novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro terá mais de uma reunião em Washington nesta semana para tratar da aplicação de sanções dos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação foi confirmada à Gazeta do Povo pelo jornalista Paulo Figueiredo. Figueiredo afirmou que haverá mais de um encontro na capital americana e confirmou que a adoção de sanções contra Moraes estará entre os assuntos discutidos, mas disse que não serão divulgados mais detalhes sobre as reuniões.

Eduardo já havia anunciado publicamente que iria a Washington nesta semana para tentar retomar a pressão pela aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. Na ocasião, ele não informou com quem pretendia se encontrar na capital americana.

A confirmação das reuniões ocorre na véspera da sessão extraordinária do plenário do STF que vai decidir, nesta terça-feira (15), se deve avançar uma investigação sobre a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A Corte também vai analisar o relatório da Polícia Federal que levantou questionamentos sobre essa relação. As mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro aumentaram a pressão sobre o magistrado nos últimos dias.

Moraes já foi alvo da Lei Magnitsky no ano passado. Em julho de 2025, o Departamento do Tesouro dos EUA incluiu o ministro na lista de sancionados sob acusações de violações de direitos humanos. Dois meses depois, o Tesouro também aplicou sanções à mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, ligado à família.

As sanções contra Moraes e sua mulher foram retiradas em dezembro de 2025. A Lei Magnitsky permite ao governo americano bloquear bens e interesses financeiros sob jurisdição dos Estados Unidos e restringir transações envolvendo estrangeiros sancionados por corrupção ou graves violações de direitos humanos.

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