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O Equador convocou uma reunião de emergência dos chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) para o próximo domingo (19), em Guayaquil, visando analisar a situação diplomática derivada de sua decisão de conceder asilo a Julian Assange, refugiado na embaixada equatoriana em Londres, informou o ministério das Relações Exteriores em Brasília.

O Brasil "foi convocado nesta quinta-feira (16) para uma reunião de chanceleres da Unasul em Guayaquil para examinar o caso, e ainda não decidiu se irá o chanceler (Antonio Patriota) ou outro representante", disse um funcionário do ministério à AFP.

O Equador anunciou nesta quinta-feira a concessão de asilo diplomático a Assange por considerar que existem riscos para sua integridade e sua vida em consequência das revelações feitas no site Wikileaks. A questão agora envolve o salvo-conduto para que Assange possa partir da Inglaterra, após o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, afirmar não será permitida sua saída livre do país.

"Nós não autorizaremos Assange a sair livremente do Reino Unido, e não há base legal alguma para que façamos isso", disse Hague, negando que as autoridades britânicas pretendam entrar na legação diplomática para detê-lo.

Quito aceitou os argumentos de Assange, que denuncia uma perseguição política de vários países, principalmente dos Estados Unidos, devido à divulgação de centenas de milhares de comunicados diplomáticos e documentos de Washington sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão.

O fundador do site WikiLeaks entrou na embaixada do Equador em Londres no dia 19 de junho, depois de esgotar todas as opções legais contra um pedido de extradição à Suécia, onde é acusado de crimes sexuais, o que ele nega. A Organização dos Estados Americanos convocou uma reunião de urgência para esta quinta-feira para abordar as tensões entre Quito e Londres.

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